segunda-feira, novembro 13, 2006

Flor da Palavra ÿ Jornadas AnarcoPunx

Olá!

É com muita empolgação que viemos informar sobre a ocorrência destes eventos unificados em um só: A Flor da Palavra ÿ Jornadas AnarcoPunx. A Flor, de carater e inspiração Zapatista e que occorreu por alguns cantos do Brasil e que pretende avança pelo mundo, vem com a pretensão tanto de difundir o zapatismo quanto gerar articulação dos movimentos e grupos de carater autônomo que lutam abaixo e à esquerda, expondo suas lutas e formas de resistência, aproximando o povo que luta por justiça, democracia e liberdade. O Jornadas, de iniciativa AnarcoPunk e que ocorre por todo o mundo, pretende difundir a contra cultura punk em toda sua extenssão, dizer o que somos, o que queremos, incentivar práticas autônomas e autogestionárias, valorizar o faça você mesm@ (do it yorself), expor anti arte, músicas, etc.

A Flor da Palavra ÿ Jornadas AnarcoPunx, juntamente, ocorrerá pela primeira vez aqui em Bra$ília/DF. Será entre os dias 15 à 18 de novembro.

Programação da Flor da Palavra y Jornadas Anarcopunx:
dia 15/11 (Quarta-Feira), no centro comunitário da Unb
18hrs- abertura: Breve introdução sobre a Flor da Palavra ÿ Jornadas Anarco-Punx
19hrs- FELCO (Festival Latino-Americano da Classe Obreira)
22hrs- Festa "Oaxaca Livre!" (r$3), no Centro Comunitário-UnB

dia 16/11 (Quinta-Feira), no centro comunitário da UNB
15hrs- Revolucionar o cotidiano,Cotiadinizar a revolução
17hrs- Colorindo o abandono; as ocupações culturais libertárias
19hrs-Assembléia aberta de grupos autônomos, pauta: Intergalático DF, Redes Anti-Capitalistas

dia 17/11 (Sexta-Feira), no Espaço 35, em Brazlândia*
15hrs- Democratização da mídia-Oficina e prática de rádio livre
17hrs- Oficina de Serigrafia
19hrs- Kontra-kultura PUNK
*quadra 35, conjunto F, casa 13, Vila São José, Brazlandia

dia 18/11 (Sábado), na Casa de Cultura da América Latina*
15hrs- A luta da APPO em Oaxaca-México
Lançamento do livro "A guerra é o espetáculo: origens e transformações da Estratégia do Exército Zapatista de Libertação nacional", de Guilherme Guitahy de Figueiredo e conversa com o autor.
18hrs- Marc@s somos tod@s
* SCS Quadra 04, Ed. Anápolis, 1º andar, sala 103

PARTICIPEM!!
(tragam seus títulos de eleitor/a para assinarem o projeto de lei pelo Passe Livre Estudantil)


organização: C.G.A. (Convergência de Grupos Autônomos - DF)

grupos que compõem a C.G.A.:
Ação Rebelde Dignidade Candanga - ARDC
Centro de Mídia Independente - CMI
Corpus Crisis
Koletivo de Resistência Anarco Punk - KRAP
Movimento Passe Livre - MPL

domingo, novembro 05, 2006

FELCO - Festival Latino Americano de Cinema da Classe Operária

06 a 10/nov

nesta semana, de segunda a sexta, das 12hrs às 14hrs no anfiteatro 15, ICC-Norte (minhocão). UnB.

COMPAREÇAM!

segunda-feira
TEMA: MORADIA

MTST - Direitos esquecidos: moradia na periferia
-filme brasileiro realizado pelo movimento dos trabalhadores sem-teto de São exibido em programa auditório o qual foi obrigado a ceder espaço de sua programação em função de um processo contra a homofobia, racismo e machismo veiculados nesse programa.

Chico Mendes - a dignidade não se rende
-trata da ocupação Chico Mendes, em São Paulo-

O dono do prédio
-Acompanhamento do processo de ocupação de prédios abandonados no centro de São Paulo, a perseguição, e o desalojo-

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terca-feira
TEMA: REALIDADE SOCIAL

Uma mina de ouro em Puelmapu

Chile top 10
-sobre os acontecimentos de época no Chile

Onde está a América Latina
-sobre a realidade do continente-

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quarta-feira
TEMA: TRANSPORTE

Documentários sobre o Movimento Passe Livre
-vários documentários sobre o movimento passe livre, movimento de luta pela passagem gratuita nos transportes urbanos e inversão da lógica de funcionamento dos meios de transporte, de privada para popular-

Así es el subte
-mostra a condição de trabalho dos metroviários em Buenos Aires, Argentina-

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quinta-feira
TEMA: MORADIA

Sonho Real
-Documentário premiado sobre a história de mais de duas mil famílias que ocupam uma área na área nobre de Goiânia e ali permanecem por um ano, reformando e transformando o lugar. Retrata seu brutal desalojo por parte das autoridades estaduais depois do pedido de reintegração de posse-

A negação da negação.

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sexta-feira
TEMA: MÍDIA

Curtas sobre a democratização da mídia
-vários curtas de ações de intervenção cultural e midiática em prol da democratização dos meio de comunicação-

Cordel sobre a TV digital
-curta que conta de forma divertida a história da tv e do rádio e a conjuntura da entrada dos projetos de tv e rádio digitais

domingo, outubro 29, 2006

Las barricadas em Oaxaca, México!

Nota pública do MPL-DF em apoio ao povo mexicano de Oaxaca

Diante aos recentes acontecimentos no estado de Oaxaca no México o Movimento Passe Livre do DF (MPL-DF) vem a público para expressar direto apoio à causa e ao povo de Oaxaca.

Oaxaca é o segundo estado mais pobre do México. Há cinco meses atrás, o processo de insurgência que começou com uma greve geral dos professores, se expandiu para estudantes, donxs de casa, trabalhadorxs, e lutadorxs sociais, abrangindo toda à população em um avançado processo de autogestão popular e auto-controle social. Em fins de organizar a luta, criou-se a APPO (Assembleia Popular dos Povos de Oaxaca), uma organização que reune cerca de 360 movimentos sociais oxaqueños. A rádio APPO, situada na universdade da capital de Oxaca, tem sido a voz do povo, gritando para todo mundo (via internet) pelo o que o povo de Oxaca luta e os absurdos e as arbitrariedas feitas pelo Governo estadual e federal

Algumas exigências do povo de Oaxaca são a renúncia do governador Ulises Ruiz, a autonomia, e a gestão popular dos serviços públicos dos Estado.

Nas últimas semanas a população foi às ruas, levantando em muitos pontos da cidade barricadas pacíficas em resistência à opressão das forças paramilitares bancadas pelo estado e das tropas federais. A repressão se intensificou na operação de "limpeza". A perseguição política culminou nessa semana no desaparecimento de muitxs, e na morte de pelo menos 6 pessoas, dentre as quais o ativista e cinegrafista Bradley Will, integrante da rede indymedia de comunicação. Ele morreu com um tiro no peito, assim como muitas outras pessoas que lutam pela justiça social vem perdendo suas vidas e sua liberdade hoje em Oaxaca.

Forte contato do Centro de Mídia Independente, rede indymedia Brasil, Bradley era um lutador social, e participou ativamente de muitos levantes e movimentações populares na américa Latina. Dentre outras coisas contribuiu para o documentário "Sonho Real - Uma luta por moradia" sobre o brutal despejo de 3.500 famílias em Goiânia, no ano passado, documentário premiado que ajudou a revelar o truculento processo de repressão da polícia do estado e falsidade dos políticos locais.

A partir da afinidade de objetivos e do grau de luta e participação popular alcançado em Oaxaca, o Movimento Passe Livre do DF vem, por meio desta, repudiar a ação terrorista do Estado mexicano, que até agora vem ceifando com brutalidade a oportunidade de melhoria das condições de vida da população oaxaqueña. Repudiamos as prisões e a violência das tropas federais que aconteceram e acontecem neste momento contra as pessoas de bem e contra as barricadas e bloqueios pacíficos. Repudiamos este tipo de intervenção anti-dialógica e absoluta das autoridades mexicanas.

Exigimos a liberação dos presos políticos, o encerramento das prisões e da violência empreendida contra os povos, e a retirada das tropas federais do estado de Oaxaca.

Pelo fim da repressão!

MPL-DF

*no mesmo momento em que esta carta estava sendo redigida, recebíamos mensagens incessantes de novas mortes e prisões arbitrárias em Oaxaca. Até o término da redação a energia da universidade estadual que abrigava a rádio APPO havia sido cortada.

saiba mais:
Cobertura minuto-a-minuto:
www.midiaindependente.org - Centro de Mídia Indepentende

Escute a rádio APPO de Oaxaca pela internet:
http://radio.indymedia.org:8000/appo.mp3

Noticias:
http://brigadasinternacionais.blogspot.com/
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/11/364036.shtml - lista preliminar de mortxs, feridxs e presxs
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363550.shtml - Mapa de Oaxaca
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/11/364018.shtml - comunicado de EZLN sobre Oaxaca
http://www.mountainrebel.net/oaxaca/- Participe do Bloqueio Eletronico (ajude a travar os sites de consulados do México)
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363462.shtml - Fotos da resistênica 1
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363429.shtml - Fotos da resistência 2
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363453.shtml - Ulises Ruiz, assassino de Oaxaca
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363451.shtml - homenagem ao Brad, de todos os cmis
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363438.shtml - Cmi no ar ((Comuna de Oaxaca))
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363441.shtml - Marcha na cidade do mexico
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363437.shtml - comunicado da Rede de Meios Livres
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363411.shtml - charge do Latuff, em homenagem ao Brad
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363391.shtml - em memória ao Brad
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363423.shtml - Sua ação evitará a Repressão!
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363421.shtml - Fotos e audios
http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2006/out/29/344.html - Estadão
sobre Bradley Will - http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363250.shtml

manifestações de apoio pelo mundo:
ato em Madrid:
http://vientos.info/cml/?q=node/5937
ato na Itália:
http://chiapas.indymedia.org/display.php3?article_id=137297
ato na Alemanha:
http://chiapas.indymedia.org/display.php3?article_id=137299
ato em Montreal:
http://vientos.info/cml/?q=node/5926
ato na Bolívia:
http://vientos.info/cml/?q=node/5915
ato em Milão- Italia:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363435.shtml
ato em sp:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/363454.shtml

sexta-feira, outubro 27, 2006

Ajude o MPL a coletar assinaturas neste domingo!


Os/as integrantes do MPL e voluntários/as, amigos/as, simpatizantes, e qualquer umx, estarão coletando assinaturas neste domingo para o projeto de lei que instaura o passe livre estudantil no DF.

O projeto, construído no ano passado pelos integrantes do MPL e com a ajuda de advogados voluntários, entrará na câmara como iniciativa popular. Para isso deverá contar com o respaldo de aproximadamente 17 mil assinaturas. Dessas já conseguimos aproximadamente 8 mil, coletadas durante o referendo de desarmamento e o primeiro turno das eleições. Para ver o projeto clique aqui.

Aproveitando o domingo de eleições, oportunidade em que as pessoas estão com os títulos de eleitor em mãos (com n°, zona, seção, informações necessárias ao projeto, que ninguém sabe de cor) o MPL chama à todas as pessoas que tenham solidariedade à luta, e apóiam a causa, a participar, ajudando o MPL a colher assinaturas.

Compareça à nossa próxima reunião sábado às 15hrs no CEBI (conic, venancio 2, sala 513), pegue algumas folhas do projeto e colha assinaturas na tua zona (ou em qualquer outra)! Ou imprima o projeto e faça a coleta você mesmx!

Sua ajuda é fundamental!

terça-feira, outubro 24, 2006

26 de outubro: dia nacional de luta pelo passe livre!


Venha construir a luta autônoma pelo transporte livre e justo na nossa cidade!
Faça parte você também!

Se inscreva em passelivredf@lists.riseup.net e participe!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Semana pela democratizacao da comunicacao



Nós do mpl sabemos mais que ninguém a respeito do quanto a grande mídia pode manipular e distorcer os fatos. Como movimento popular, já tivemos diversas experiências de distorção de atos, ocupações, manifestações, etc. A mídia hoje controla com uma precisão assombrosa o que a sociedade pensa dos movimentos sociais e da ação direta. Este blog foi criado para veicular diretamente a opinião do MPL, as nossas visões e críticas, sem intermediários. Ser nosso microfone, nosso instrumento de fala. Por ele podemos falar diretamente às pessoas e elas podem nos alcançar, para ouvirem o que temos a falar. Temos também um programa na rádio ralacoco da unb veiculado por um militante do MPL e uma do CMI toda sexta das 10 às 12hrs, chamado "por uma vida sem catracas".

Consentido que a questão midiática é fundamental na nossa sociedade, o MPL está participando deste evento, e apoia sua causa: a democratização da informação e da comunicação.
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No Brasil, nove famílias controlam as principais empresas e meios de comunicação do país. Enquanto elas falam o que querem e como querem, 175 milhões de pessoas escutam, caladas. Esse controle sobre as informações que circulam no país é radicalmente contra os interesses da sociedade.

A "mídia dos poucos" viola os direitos humanos, constrói valores que servem aos interesses privados em detrimento do público e - como fica evidente durante as eleições - influencia diretamente a formação da opinião pública.

A diversidade do país e o interesse da sociedade não estão refletidos na mídia nacional. É para travar esse debate que um coletivo de organizações, redes e fóruns, espalhados pelas diversas regiões brasileiras, organiza a 4ª Semana Nacional pela Democratização da Comunicação.

Debates, mesas de diálogo, apresentações culturais vão mostrar à sociedade que a mídia é dela, que a informação é um bem público e a comunicação é um direito.

Programação da semana em brasília
site da semana
Materia no cmi

quinta-feira, outubro 19, 2006

Músicas do ciclovida, vale a pena ouvir

Compas, esse link chega numas músicas bem legais e politizadas do pessual do Ciclovida, que pedalou, ensinou e dialogou por aqui semana passada. Tem inclusive uma que fala do passe livre! Vale a pena ver, ouvir, salvar o link e repassar!
http://xanta.milharal.org/~diego/Ciclovida_MP3/

sexta-feira, outubro 13, 2006

Viplan ataca meio ambiente


Oficinas da Viplan interditadas por poluirem redes de água pluvial
05/10/2006
18h01
-Fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal (Semarh) lacraram nesta quarta-feira 11 oficinas e três lavatórios da empresa de transporte público Viplan, em Brasília. O órgão ambiental realizou uma blitz na garagem de ônibus do Setor de Oficinas Sul (SOF/Sul) a partir de uma denúncia apresentada pelo CorreioWeb. A empresa foi autuada por contaminar o meio ambiente com resíduos de óleo derivado do petróleo. As instalações ficarão interditadas até que a Viplan se ajuste às normas ambientais.

Na vistoria, realizada durante toda a manhã, os fiscais constataram que as caixas separadoras e de troca de óleo não estão em situação adequada. A substância não está sendo filtrada por completo e é lançada direto para as redes de água pluvial e esgoto. Além do óleo, os fiscais identificaram nas galerias resíduos de graxa, espuma de sabão dos lavatórios e um forte odor de óleo diesel. A contaminação chegou a uma vala de cerca de 50 metros de comprimento e um de largura, por onde correm águas da chuva, localizada a 100 metros da empresa.

"O processo feito pela Viplan para manutenção dos veículos está poluindo o meio ambiente. Cada ônibus deve usar de oito a dez litros de óleo e o espaço que eles têm para armazenar não é suficiente. Não daremos só uma advertência porque não é a primeira vez que flagramos essa poluição. As oficinas e os lavatórios ficarão interditados até eles se adequarem às normas", afirma o fiscal da Semarh Aldo Fernandes.

A Viplan foi autuada com base na Lei de Políticas Ambientais do Distrito Federal, Lei 041/1989. De acordo com o artigo 13, 'é vedado o lançamento no meio ambiente de qualquer forma de matéria, energia, substância ou mistura de substância, em qualquer estado físico, prejudiciais ao ar atmosférico, ao solo, ao subsolo, às águas, à fauna e à flora, ou que possam torná-lo.'

O rompimento do lacre pode implicar na interdição de todo o estabelecimento e uma multa. Além de adequar as instalações, a empresa é responsável por reparar todo o dano ambiental causado. Segundo os fiscais, essa exigência já está explicita na legislação ambiental e não precisa ser reafirmada na autuação.

O presidente da Viplan, Wagner Canhedo Filho, se negou a assinar o auto de interdição e autuação e não autorizou a entrada dos fiscais. "Ele não autorizou, mas isso não significa que estamos impedidos. A lei nos protege nesse aspecto. Pedimos reforço da polícia militar e ambiental para evitar conflitos maiores", comenta Fernandes. Canhedo foi procurado pela reportagem do CorreioWeb, mas até o momento não retornou.

Poluição
O advogado Ricardo Amaral tem um escritório no SOF/Sul há 20 anos. Ele conta que poluição das empresas de ônibus sempre foi presente na região. Ele conta que há algum tempo abriu uma cisterna de água de dois metros de profundidade para irrigar suas plantas. O lote fica duas ruas abaixo a da garagem da Viplan. Em questão de dias, segundo ele, estavam todas mortas. "A poluição aqui é geral e já chegou ao Parque do Guará (reserva que fica nos fundos do SOF/SUL). Eu faço caminhada lá freqüentemente e sempre volto com o tênis todo sujo de graxa e óleo", afirma.

Segundo o autônomo José Carlos Vieira, as conseqüências mais drásticas são notadas pela população na época das chuvas. "As bocas de esgoto transbordam óleo por todo o setor. Estou aqui há quase cinco anos e sempre foi assim. As ruas ficam cobertas por um líquido preto, o cheiro fica ainda mais forte e muitas pessoas se sentem mal", conta.

Problemas rcorrentes
A Semarh vai encaminhar o caso para ser analisado pela Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público (MPDF). Há dez anos, a Viplan assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) sobre o mesmo problema no SOF/SUL. Na época, estava previsto um prazo de três meses para o adequamento e a empresa ficou sujeita a uma multa diária. A Semarh não tem informações sobre as providências da justiça neste caso. A Prodema ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Dois técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) acompanharam a vistoria da Semarh nesta quarta-feira. Segundo o superintendente comercial, Carlos Francisco Ribeiro, várias visitas já foram feitas pela Caesb na tentativa de resolver as pendências. "Desde 2003, temos visitado a Viplan e o presidente da empresa sempre pede um prazo para resolver os problemas que encontramos. Já demos 15 dias, 30 dias, o último foi de 90, mas nada nunca foi feito. Nem os detalhes menores", afirma.

A Caesb identificou pelo menos 20 itens para serem reparados, entre eles, cobrir o local de lançamento de óleo às galerias de águas pluviais e esgoto e adicionar areia ao sistema separador para melhorar o filtro. No último dia 21, a Caesb não aceitou mais prorrogações. "Aplicamos uma multa de R$ 9 mil, equivalente a 300 vezes o valor da menor tarifa de água comercial. Não queríamos chegar ao ponto de multar, porque não resolve o problema. Mas foi a única solução que achamos para pressionar mais", justifica.

domingo, outubro 08, 2006

Transporte coletivo em baixa


Matéria do "Jornal Hoje"
Quinta-Feira , 05 de Outubro de 2006

Transporte coletivo em baixa

Os ônibus urbanos perdem passageiros em todo o país. A constatação é da Associação Nacional das Empresas de Transporte Coletivo. A pesquisa ouviu 83 mil usuários em 27 cidades e constatou que as principais queixas são
sobre o preço da passagem, a violência e o desconforto durante as viagens.

Corre-corre, empurra-empurra, desconforto, insegurança durante a viagem.... Os problemas estão provocando uma mudança de hábito dos brasileiros, segundo uma pesquisa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos. A conseqüência é uma espécie de exclusão social.

O acesso aos coletivos caiu principalmente entre os mais pobres – 14% dos entrevistados disseram que reduziram o uso ou não andam mais de ônibus. Metade deles tem renda de até três salários mínimos. “Estão deixando de sair de casa, estão perdendo a oportunidade de procurar emprego, de estudar, de conviver, 65% consideram as tarifas muito caras”, disse a pesquisadora.

Pelos números do IBGE, as tarifas de ônibus no país subiram em média 70% acima da inflação, nos últimos dois anos. Ariadina foi radical. O dinheiro da passagem, agora ela usa pra melhorar a alimentação do filho e vai para
o trabalho de bicicleta. Mas não esconde que em outras condições preferiria o ônibus. “Preferiria, se o ônibus fosse mais seguro, mais barato, mais confortável. Senão, eu vou de bicicleta mesmo e ainda economizo um dinheiro”.

http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20061005-245938,00.html

MOVIMENTO PASSE LIVRE

terça-feira, setembro 26, 2006

Mutirão pela colheita de assinaturas!

Neste domingo de eleições (01/10/06) estaremos todxs colhendo assinaturas para o projeto de lei

de iniciativa popular pelo passe livre estudantil. Aproveitando a ocasião em que as pessoas estarão com seus títulos de eleitores na mão, com seus respectivos números, zonas e seção.

O projeto,para ser validado, precisa de cerca de 17 mil assinaturas. Já temos 5 mil, colhidas durante o referendo popular do desarmamento. Tínhamos então trinta pessoas fazendo a correria.

Venha ajudar a colheita de assinaturas! Compareça quinta feira às 19 hrs no CEBI (CONIC, edifício Venâncio II, sala 513), onde separaremos os grupos por zonas e planejaremos a colheita.

Ou faça você mesmo! Baixe o arquivo clicando aqui, imprima e xeroque o projeto de lei e colha assinaturas na sua zona ou onde puder.

Esperamos a presença do máximo de pessoas que queiram colaborar nessa fase da luta. Ajude você também!

segunda-feira, agosto 28, 2006

Gastos com transportes chegam a 53% do mínimo

Brasília (AE) -
O brasileiro que anda de ônibus,
metrô, lotação ou outros tipos de transporte coletivo
em cidades com população superior a 100 mil habitantes
gasta, em média, R$ 100,00 por mês para se locomover,
segundo levantamento realizado pela Associação
Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
Isso equivale a cerca de 12% da renda média das
pessoas entrevistadas.

Em termos proporcionais, é no bolso da população de
menor renda - a que mais se utiliza desses serviços -
que a conta pesa mais. Para as pessoas que ganham até
um mínimo, os gastos com transporte coletivo
equivalem, em média, a 53% do salário. A pesquisa
mostra que, conforme aumenta a renda, menor é o peso
dos custos de transporte coletivo no orçamento. Para
quem ganha mais de 20 salários mínimos, por exemplo,
esses gastos correspondem, em média, a 0,4% do
ordenado.

O levantamento foi feito nos dias 10 de maio a 10 de
julho, abrangendo um universo de mais de 7.500 pessoas
em 3.100 domicílios localizados em 27 cidades do País
com mais de 100 mil habitantes.

Alguns dados se destacam. Entre as pessoas que usam
ônibus urbano, que é o transporte coletivo mais
utilizado, 65% dos entrevistados responderam à NTU que
consideram as tarifas muito altas. A pesquisa mostra
que o preço da passagem acaba sendo um dos principais
motivos que levam a população de menor renda (das
chamadas classes D e E) a substituir o ônibus por
outros tipos de transporte. O tempo de espera é outro
fator que contribui para esta opção.

O curioso, de acordo com a NTU, é que muitas dessas
pessoas que deixaram de andar de ônibus passaram a se
locomover a pé ou a usar a bicicleta. “A
utilização da bicicleta tem crescido
significativamente”, afirma a consultora em
transportes Sabina Kauark Leite, uma das responsáveis
pelo estudo.

O ônibus também está perdendo espaço como alternativa
de transporte entre as pessoas de maior poder
aquisitivo. Nesse caso, porém, está sendo substituído
pelo carro particular. “As pessoas de renda mais
elevada estão deixando o transporte coletivo e
passando a usar o carro por uma questão de conforto e
por reclamar da demora”, explica Sabina.

O resultado dessa mudança de comportamento foi
constatado nos números levantados pela Associação
Nacional das Empresas de Transportes Urbanos: o estudo
revela que, nos últimos 15 meses, cerca de 14% das
pessoas entrevistadas deixaram de andar de ônibus ou
diminuíram a freqüência de uso desse tipo de
transporte .

A pesquisa da NTU mostra que, em média, as viagens em
meios de transporte coletivo duram 38 minutos em
municípios com mais de 100 mil habitantes. Nas cidades
de maior porte, porém, a distância e o trânsito elevam
esse tempo, que chega a uma média de quase 50 minutos
nas metrópoles com mais de 3 milhões de habitantes.

No que se refere ao comprometimento da renda com
transporte particular, o estudo revela que quem ganha
1 salário mínimo gasta, em média, R$ 144,00, o que
corresponde a 82,5% do ordenado. Em contraste, pessoas
com salário superior a 20 mínimos gastam, em média R$
347,00, equivalente a 2% de seu rendimento.

fonte: www.tribunadonorte.com.br/noticiaprint.php?id=19965

quarta-feira, agosto 23, 2006

Lançamento da Campanha "Nossos sonhos não cabem nas urnas: Existe política além do voto!"

a internacional wikiA partir de experiências de campanhas sociais organizadas por diferentes organizações políticas nos diversos países, a Convergência de Grupos Autônomos do Distrito Federal (CGA-DF) está organizando a campanha "Nossos sonhos não cabem nas urnas: Existe política além do voto!". A proposta da campanha é fazer uma caravana em que diferentes grupos realizem, nas diferentes cidades do DF, oficinas, debates, diálogos, chamados em propaganda à organização e luta popular.

Estão participando da campanha a Ação Rebelde Dignidade Candanga (ARDC, coletivo de inspiração zapatista), Comitê Autônomo Estudantil (CAE), Centro de Mídia Independente (CMI-BSB), Coletivo Corpus Crisis (que debate os gêneros problematizando os corpos), Koletivo de Resistência AnarcoPunk (KRAP-DF), e o Movimento Passe Livre do Distrito Federal (MPL-DF).

A noite de lançamento terá a estréia de um vídeo e um jornaleco no estilo fanzine com a proposta da caravana, seguida de um debate com os grupos da caravana sobre as possibilidades da construção e fortificação de uma política radical, abaixo e à esquerda.

Contamos com a presença de todos e todas. Se não no evento, na luta =)


Quarta-Feira, 23 de agosto de 2006
Local: Balaio café - Comercial da 201 norte
Horário: A partir das 19 horas

"Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito."
A internacional, Pierre Degeyter

sexta-feira, agosto 18, 2006

Direito a Transporte Escolar Gratuito

O transporte escolar em muitas situações chega a ser condição para a própria garantia de acesso à escola. Justamente por este motivo, a menção constitucional somente ao ensino fundamental não pode significar a inexigibilidade deste direito a estudantes de outras etapas.

Aspectos Gerais

A Constituição Federal de 1988 (CF88) estabeleceu os chamados Programas Suplementares ao Ensino, dentro da lógica de assegurar prioridade ao ensino fundamental regular, facilitando o acesso e permanência do estudante. Segundo o dispositivo constitucional, são programas suplementares: material didático-escolar (livro, uniforme etc), transporte, alimentação e assistência à saúde (art. 208, VII). Os artigos 54, VII, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e 4°, VIII, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) reafirmam o enunciado constitucional.

No ensino fundamental, a omissão quanto à oferta desses programas ou sua oferta irregular configura crime de responsabilidade da autoridade competente, nos mesmos termos da não garantia de vagas. Além disso, a Constituição estabelece (art.212, § 4°) que somente os programas suplementares relacionados ao transporte e ao material didático-escolar podem ser mantidos com as receitas de impostos destinadas à manutenção e ao desenvolvimento do ensino e, por conseqüência, pelo Fundef.

Os programas de alimentação escolar e assistência à saúde devem ser custeados com recursos provenientes de contribuições sociais, como o salário-educação, ou outras receitas (CF/88, art.208, § 2°), não podendo ser contabilizados para efeito de cumprimento da despesa mínima constitucional do art.212, que é 18% da receita de impostos na União e 25% dessas receitas, incluídas as transferências obrigatórias intergovernamentais, nos estados, municípios e Distrito Federal.
A sociedade deve estar atenta à aplicação regular desses recursos destinados aos programas suplementares, pois não são incomuns manobras orçamentárias com estes valores. Exemplo disso foi detectado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em relação à prestação de contas do próprio governo federal, que contabilizou em manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental os valores repassados para ?Apoio à Alimentação Escolar na Educação Básica? - R$1,23 bilhões. O mais grave é que excluindo este montante indevidamente contabilizado, constata-se que nem sequer o mínimo constitucional a ser obrigatoriamente despendido no ensino fundamental e na erradicação do analfabetismo foi respeitado em 2005.

Nessa nova série de boletins, analisaremos cada um desses programas previstos na Constituição, verificando suas formas de implementação e as possibilidades de exigi-los quando não ofertados. Outra questão a ser tratada está relacionada à possibilidade de que sejam exigidos programas suplementares nos demais níveis de ensino básico (educação infantil, ensino médio e educação de jovens e adultos), mesmo não estando garantidos de forma explícita no texto constitucional.

Direito ao Transporte Escolar Gratuito

O primeiro dos programas suplementares a ser tratado é o transporte escolar, o qual em muitas situações chega a ser condição para a própria garantia de acesso à escola. Justamente por este motivo, a menção constitucional somente ao ensino fundamental não pode significar a inexigibilidade deste direito a estudantes de outras etapas.

Por essa razão, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ? LDB (Lei n° 9.394/1996), com as modificações feitas pela Lei n° 10.709/2003 nos artigos que estabelecem as incumbências de estados e municípios quanto à oferta de ensino, passou a explicitar que a estes caberia assumir o transporte escolar dos alunos matriculados nas suas respectivas redes, resolvendo assim um antigo ?jogo de empurra? relativo a esta responsabilidade, no qual os grandes prejudicados eram os estudantes de ensino médio.

Além disso, pode-se argumentar com propriedade que os princípios constitucionais do ensino são expressos materialmente nos programas suplementares, os quais garantem a ?igualdade de condições para o acesso e permanência na escola? e a ?gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais? (CF88, art.206, I e IV). Afinal, sem a garantia de transporte escolar, a própria determinação do local a ser construída uma escola poderia significar um fator de discriminação de determinada comunidade, dificultando ou até impossibilitando o acesso dos estudantes lá residentes. Também é evidente que nesta situação o estudante seria obrigado a custear seu deslocamento, ferindo assim o princípio da gratuidade e fortalecendo as disparidades em função da renda, obstando sua permanência.

É bem verdade, como vimos no OPA n° 27, que o ECA assegura o direito à escola próxima à residência do educando, justamente visando facilitar seu acesso, além de minorar os riscos advindos de um eventual deslocamento. Não há contradição entre esta norma e o direito ao transporte escolar, há complementaridade em favor da plena acessibilidade física à escola. Ou seja, em não havendo escola perto da residência do estudante, ou por outra condição (idade, violência urbana, clima, barreira natural, deficiência etc) não lhe sendo possível chegar facilmente à escola, sem custo ou prejuízo ao seu pleno aproveitamento, este tem direito ao transporte escolar gratuito, independente de seu nível.

A divisão de responsabilidades pela garantia do transporte escolar, nos termos da LDB, está relacionada à própria distribuição constitucional de competências em matéria de ensino (art.211), ou seja, aos municípios cabe ofertar o transporte aos estudantes de sua rede de educação infantil e ensino fundamental, aos estados cabe garantir o transporte gratuito aos estudantes de sua rede de ensinos fundamental e médio, aplicando-se à União o dever de apoiar técnica e financeiramente os demais entes federados na garantia desse direito.

Em 1994, foi criado o Programa Nacional de Transporte Escolar ? PNTE com o objetivo de apoiar estados e municípios na aquisição de veículos destinados à condução de estudantes de ensino regular residentes na zona rural. Sua regulamentação, gerenciamento e fiscalização estão a cargo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação ? FNDE, autarquia vinculada ao Ministério da Educação ? MEC e responsável pela gestão dos recursos oriundos do salário-educação. A partir de 2000, o PNTE passou a apoiar também entidades não-governamentais voltadas ao atendimento especial de estudantes com deficiência.

Em 2004, contudo, houve uma modificação significativa desse programa, que passou a apoiar, com a compra de veículos, exclusivamente entidades privadas conveniadas com poder público para o atendimento em educação especial. Ao mesmo tempo, através da Lei nº 10.880, foi criado o Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar ? PNATE, que passaria a atender os estudantes da rede regular de ensino. O novo programa ? PNATE - não mais consiste no apoio à aquisição de veículos, sendo voltado apenas à manutenção do serviço. O repasse de recursos é feito a partir de um valor per capita anual estabelecido nacionalmente e distribuído em função do número de estudantes matriculados nos níveis fundamental e médio das redes públicas municipais e estaduais, o que permitiu sua universalização a praticamente todos os municípios com estudantes na zona rural.

Contudo, esse programa merece algumas críticas e reparos. Primeiramente, contradiz os princípios constitucionais do ensino que o Estado continue financiando a compra de veículos, através do PNTE, para os estudantes com deficiência atendidos em entidades privadas e não faça o mesmo em favor das escolas públicas que atendem regularmente este público. Ademais, ao deixar de aportar recursos federais para a compra de veículos, uma vez que o PNATE apóia unicamente a manutenção do serviço, a União tem se omitido em relação à absurda debilidade da frota (em grande parte terceirizada) hoje utilizada no transporte dos estudantes.

Além disso, apesar das exigências legais que condicionam o repasse de recursos ao respeito à legislação de trânsito, são inúmeros os casos de estudantes transportados em veículos de carga, os chamados ?paus-de-arara?, que assim são total ou parcialmente mantidos pela União. Muitos têm sido os acidentes fatais ocasionados por este transporte, como foi o caso da tragédia ocorrida na cidade de Sousa/PB, em maio de 2006, quando um caminhão tipo F-400 que transportava 28 pessoas na carroceria, entre eles, estudantes do ensino médio e fundamental e três mães de alunos, chocou-se com um ônibus escolar do município vizinho de Vieirópoles/PB, ocasionando a morte de 13 pessoas e 15 feridos.

Em situações como esta, há clara responsabilidade tanto do município que contratou o veículo como da União que o financia. Mas, evidentemente, não se deve esperar que aconteça esse tipo de fatalidade para que se exija o cumprimento dos direitos à educação, à integridade e à vida através da oferta adequada de transporte escolar gratuito. É preciso agir preventivamente, nesse sentido, algumas experiências precisam ser reproduzidas no país. Todos têm o poder de fiscalizar irregularidades e omissões na oferta dos programas suplementares ao ensino (LDB, art.5°), utilizando-se dos instrumentos jurídicos adequados: representação ao Ministério Público (estadual ou federal, quando envolve recursos da União), petição administrativa às autoridades ou ação judicial.

No estado do Ceará, por exemplo, uma representação do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente ? CEDECA ao Ministério Público Federal, possibilitou a abertura de um Inquérito Civil Público em 2005, no qual são partes o governo estadual e todos os governos municipais, por aplicação irregular dos recursos federais, fruto da massiva utilização de veículos inadequados. Nesse caso, serão propostos Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), visando à regularização da frota. Os municípios que não assinarem o TAC poderão ser acionados judicialmente, sendo responsabilizados seus gestores.

Também já é possível encontrar nos tribunais do país decisões positivas no sentido de determinar o cumprimento do dever estatal de garantir transporte escolar quando não assegurada escola perto de casa. Por fim, é comum aos gestores públicos justificarem a manutenção de veículos de carga na precariedade das estradas. Contudo, estas também são de sua responsabilidade! Daí, outro viés possível diz respeito à exigibilidade judicial de adequação das vias públicas, de forma a torná-las transitáveis pelos veículos de transporte, uma vez que constituem meio para o exercício do direito à educação.

Ação Educativa
URL:: http://www.acaoeducativa.org/acaonajustica

quarta-feira, agosto 02, 2006

Encontro nacional amplia organização do movimento

O Movimento Passe Livre (MPL) realizou seu 3º Encontro Nacional entre os dias 28 e 30 de julho, na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, em Guararema, São Paulo.

O objetivo do encontro foi a consolidação nacional do MPL e o avanço de perspectivas para a luta por um transporte público de verdade, sem exclusão social; gratuito e fora da iniciativa privada. Entre as decisões do encontro estão a luta pelo passe livre para toda a população, e não somente para estudantes. O MPL inseriu nos seus princípios a organização nacional através de um pacto federativo, para reafirmar a horizontalidade e a autonomia dos coletivos locais.

Participaram do encontro coletivos de ABC paulista, Campinas, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Santos e São Paulo (SP). De Santa Catarina vieram Blumenau, Florianópolis e Joinville. Também estavam presentes militantes de Aracaju (Sergipe), Curitiba (Paraná), Distrito Federal e Salvador (Bahia).

Matéria retirada do site do Indymedia Brasil

domingo, junho 04, 2006

Relato Rápido sobre o primeiro dia (03/06) do Encontro Intergalático DF

Foi apresentado, pela ARDC, uma comunicação sobre o histórico e as inovações ligadas ao EZLN dentro do contexto de mudança radical da sociedade. Seguiu-se a isso uma discussão bastante interessante e rica que percorreu diversos pontos ligados a importância ou desimportância da tomada do Estado para a destruição das estruturas e práticas opressivas de poder, como acontece e como se quer que seja feito revolução(ões). A discussão foi bastante enriquecida pela presença de posições divergentes no encontro, apesar de haver visualmente uma predominância de compas de tendência libertária/horizontal/apartidária. Foi apontada uma discusão sobre organização em redes e horizontalidade.

No Dia de hoje, DOMINGO 04/06, venham tod@s! A programação é uma discussão sobre o que é o encontro intergalático e o que fazer nas eleições do Brasil. Uma das idéias é formar ou reativar por esse encontro uma rede de grupos autônomos para desenvolvermos propostas e ações na oportunidade mesma de mais um espetáculo eleitoral, colocando em evidência toda a experiência e práticas políticas particulares de cada grupo, indivíduo ou fração de indivíduo, etc. Certamente será melhor do que tudo que se pode fazer em Brasília num Domingo...

Até lá!

sábado, junho 03, 2006

Encontro Intergalático

Ae nêgada
postando essa mensagem para convocar todxs para o 1 Encontro Intergalático que o pessoal
do coletivo Ação Rebelde Dignidade Candanga ta organizando. Será um encontro bem loco que reunirá todo o pessoal da luta autônoma de bsb mais otras galera, para trocar ideia e discutir
principalmente qual será nossa atuação (e se podemos atuar conjuntamente) no momento
de eleições desse ano. Ou seja, o que faremos, e como, no sentido de dizer que a política não se faz apenas em campanha eleitoral. Existe política além do voto!

Creio que a resolução será algo no caminho de uma contra-campanha de conscientização. O nome da parada é em função dos " caracóis intergaláticos" zapatistas (que conota a união das
diferentes pessoas e grupos em luta), os quais estão organizando a chamada Outra Campanha no méxico. Em períodos de eleições elxs passam em caravana pelas cidades alertando para a necessidade das pessoas de se organizarem e "agirem localmente
pensando globalmente", mostrando que existe vida política além do voto, e que na verdade é a que interessa..........

nós estamos pensando em algo do tipo em que varios grupos passem um tempo em cada cidade satélite de bsb realizando atividades, por isso é importante bagarai que vcs
comparecam........... o MPL transferiu a assembléia desta semana para dentro do encontro, que será no sábado e no domingo (dia 3 e 4) na biblioteca demonstrativa (506 norte, plano piloto), apartir das 2 horas da tarde, até as 18hrs.... entrem no site da parada:

http://intergalaticodf.blogger.com.br

leiam mais sobre a campanha Existe política além do Voto:

http://brasil.indymedia.org/eo/blue/2006/05/353364.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/05/352827.shtml

Compareçam geral! Essa é decisiva.....


coletivo blog mpl

domingo, maio 14, 2006

Carta de adesão do MPL-DF ao Movimento Passe Livre

***Carta aprovada na Assembléia do MPL-DF do dia 13 de maio de 2006

Adesão

O Movimento Passe Livre do Distrito Federal tem toda honra e alegria de, mesmo chegando atrasado na festa, aderir formalmente ao MPL-Brasil. Apesar de enviarmos a carta de adesão somente agora, participamos ativamente da construção do movimento nacional desde o Fórum Social Mundial de 2005, quando estivemos na Plenária Nacional do Passe Livre. Desde então temos participado das reuniões do GT-Nacional, discutido/deliberado sobre as resoluções nacionais do movimento e, à nossa maneira, dialogado com os outros MPL's no Brasil sempre que possível. Seguimos o calendário nacional de mobilizações proposto, realizando atos no dia 1° de abril de 2005 e também no dia 26 de outubro do mesmo ano. Participamos também do II Encontro Nacional do Movimento Passe Livre (ENMPL), sediado em Campinas em julho de 2005. Além disso, por fim, participamos da produção do jornal nacional do MPL tanto em sua parte de concepção editorial como também enviando um texto que compôs o mesmo.
Participar do movimento nacional para o MPL-DF é mais que integrar uma entidade com pessoas que congregam dos mesmos princípios e valores que os nossos. Acreditamos que podemos, com nossa experiência, gerar frutos efetivos para a transformação radical da sociedade. É estratégico pro MPL-DF construir nacionalmente um movimento que contribua na organização da luta popular anticapitalista.

Princípios

Quando começamos nossa ainda pequena movimentação local não esperávamos que tão rapidamente constituíssemos um movimento nacional que tivesse como pauta outro sistema de transportes. Por isso tratamos de, logo de início, organizar o movimento a partir de 4 princípios básicos: Autonomia, Horizontalidade, Apartidarismo e Politização. Nessa época entendiamos que os princípios da Autonomia e Apartidarismo dariam conta da nossa Independência. Colocamos, de maneira um pouco ousada, uma forma organizativa como princípio político - sabendo que essa confusão mais resolveria problemas que traria - e pensamos a "Politização" como um meio de não nos restringirmos à nossa luta específica - ainda não eramos tão ousados/as ou maduros/as para afirmarmos publicamente nossa posição anticapitalista. Queriamos construir - e construimos - um movimento diverso que abarcasse diferentes pensamentos da população.
A partir do convívio com os outros MPL's, na construção do movimento nacional, avançamos em algumas posições. Obviamente a independência entrou em nossos princípios. O anticapitalismo veio substituir a politização. A disposição de frente única era semelhante à nossa diversidade. Tiramos como deliberação interna do movimento que militantes de partidos são mais que bem vindos no movimento, desde que não participem das instâncias do mesmo organizados como bloco. Utilizamos ao extremo a metodologia de delegações para organizar nossas atividades e distribuir responsabilidades. Concordamos com o pacto federativo entre os diferentes MPL's espalhados pelo país, desde que sejam respeitados os princípios nacionais e haja autonomia local na organização das lutas. Referendamos então os princípios nacionais do Movimento Passe Livre.

História

A história do MPL-DF está, em parte, narrada no artigo que escrevemos para o jornal nacional lançado no dia 26 de outubro de 2005. O artigo segue abaixo, em anexo. Trataremos então de narrar, aqui, tanto os fatos recentes como também algumas questões mais orgânicas que não estão contempladas na matéria.
O MPL-DF surgiu por meio de trabalhos de bases nas escolas. Fizemos atividades de agitação, panfletagens e etc chamando estudantes para um primeiro ato, no dia 25 de outubro de 2004. Mais de 80 pessoas compareceram e a partir de então começamos a nos reunir para organizar o movimento aqui - na época era algo como "comitê autônomo de lutas pelo passe livre". Organizamos uma lista de e-mails (que hoje tem 535 inscritos/as), continuamos a passar nas escolas e fazer mini-atos, acumulando forças. Nossas assembléias, as vezes semanais, as vezes quinzenais, contavam sempre com um elevado número de pessoas. Estávamos na promessa.
No começo do ano de 2005 fizemos novamente uma intensa divulgação do MPL e chamamos estudantes - principalmente secundaristas de escolas públicas - para a reunião de lançamento do movimento no ano de 2005. A reunião, que ocorreu no meio de março, contou novamente com cerca de 80 pessoas. Lá deliberamos algumas coisas sobre a organização do movimento durante o ano e marcamos o dia do nosso próximo ato (que foi em 1° de abril, chamado "a mentira dos transportes" e contou com aproximadamente 200 pessoas).
Ao mesmo tempo iniciamos, além das atividades de base, articulação com sindicatos e movimentos sociais. Fomos à plenária de formação do Movimento dos Trabalhadores Desempregados - MTD-DF, hoje nosso "movimento irmão" na cidade - nascemos no DF quase na mesma época e sempre tivemos ótimas relações. Com sindicatos a coisa caminhou bem até certo ponto, mal em outros, mas caminhou. Ainda encontramos dificuldades até hoje no trato com setores razoavelmente burocratizados da esquerda, mas não deixamos de dialogar. Participamos também da recepção da marcha do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra - MST, no mês de abril. Lá, além do movimento - com quem dialogamos até hoje-, conhecemos diversas outras entidades com as quais tivemos algum contato.
Logo após a marcha, iniciamos uma jornada de lutas contra o aumento das tarifas, que durou de junho a setembro. O aumento, que estava programado pra julho, foi adiado. Para conhecer um pouco mais desse intenso período conferir o compilado de links <http://www.midiaindependente.org/pt/blue//2005/08/328194.shtml>
Passada a jornada de lutas iniciamos tanto um trabalho de articulação do movimento em Grupos de Trabalho como também nos preparamos pro ato do dia 26 de outubro. O ato foi para entrega simbólica do nosso projeto de lei por iniciativa popular, que institui o passe livre estudantil universal, irrestrito ou, como melhor fala um militante do movimento "sem distinção de quando, onde ou porquê!" O ato do dia 26 ocorreu na mesma época da Assembléia Popular - Mutirão por um novo Brasil - evento que auxiliamos na infraestrutura.
Passado o ato do dia 26 começamos a nos preparar para reorganizar o movimento, já que haviam uma série de coisas a serem discutidas (mas que não haviamos conseguido discutir pelo aperto de atividades). Aí veio, enfim, o aumento de tarifas, pegando de surpresa à quase toda população do DF. Empreendemos uma enorme jornada de lutas que ainda está por ser relatada. Cremos que vocês acompanharam... Se não, além dos aquivos do site do CMI-Brasil <http://www.midiaindependente.org> vale dar uma conferida no nosso blog <http://www.vidasemcatracas.blogspot.com>
Por fim, atualmente estamos discutindo questões orgânicas do movimento, além de nossas relações com outros grupos próximos da cidade. Além disso existem uma série de outras questões que não relatamos (como a história da nossa relação com partidos, nossos problemas internos, enfim...), mas que ficam pra outra conversa. Acreditamos que esse relato seja suficiente para darmos uma visão geral do movimento. Um outro ponto que vale ser falado eh que nossas reuniões, desde o meio de 2005, são semanais: todos os sábados às 15 horas. Atualmente temos feito discussões relativas à nossa reorganização interna, etc.

Finalizando

Por fim, apresentamos nossa disposição de construir o movimento nacionalmente. Participaremos sempre que possível das atividades nacionais assim como também nos esforçaremos por sempre trazer novas idéias ao movimento e mantê-lo ativo na luta popular.
Paz entre nós, Guerra aos senhores!!

Por uma vida sem catracas, MPL-DF

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Anexo - Texto do MPL-DF no Jornal do Movimento Passe Livre Por uma vida sem catracas - MPL-DF

A luta social nos espaços urbanos nunca foi tarefa fácil para quem quer se organizar como corpo militante de juventude numa perspectiva de longo prazo. No caso do Distrito Federal – sem tradições de organização popular para a luta duradoura, seja por sua constituição geográfica ou por ter nascido para ser um órgão burocrático – a situação se torna ainda mais complexa. A experiência do Movimento Passe Livre, contudo, trouxe avanços a esta questão nacional e localmente. As experiências de Salvador e Florianópolis foram instrutivas tanto sobre a forma horizontal e descentralizada de disseminação da luta como por sua estrutura orgânica, que permite uma leitura coletiva e politizada da realidade, superando sectarismos partidários.
No DF o crescimento e fortalecimento do MPL têm superado as expectativas. Dia 25/10/04 (da criação do então Comitê pelo passe livre no DF), poucas eram as esperanças de que aquela luta ganhasse a força e a expressão que tomou. Pensávamos que o passe livre fosse mais uma ferramenta de organização de setores da juventude do que um efetivo instrumento político urbano. Porém a luta imersa na coletividade (sempre ela) impulsionouinúmeros militantes ao seio do movimento. Pequenas manifestações, simplesmente por seu caráter de ação direta, sua cultura de organização autônoma, além de sua organicidade crescente foram suficientes para que todos e todas as envolvidas solidificassem o movimento.
Após a 1ª Plenária Nacional pelo Passe Livre (Porto Alegre, janeiro de 2005), além da certeza da relevância da luta local, saímos com uma organização nacional em construção - o Movimento Passe Livre. Assumimos essa tarefa no DF realizando logo em seguida uma mobilização com cerca de 200 estudantes. Estava lançado o MPL-DF, que iniciou atividades de catracaço, panfletagens, debates em escolas etc. A juventude individualista e desacreditada do Distrito Federal tomou para si não só a responsabilidade coletiva de organização de um movimento específico, mas também a da inserção na luta de classes de maneira realmente transformadora.
Mais que nos organizarmos, passamos por provas à efetividade na mobilização social. Em processo de um iminente aumento das tarifas no DF, o MPL realizou entre junho e agosto de 2005 uma intensa jornada de mobilizações (agora com mais de 500 pessoas). Ocupamos órgãos públicos (DFTRANS e ANTTAgência Nacional dos Transportes Terrestres), construímos blocos carnavalescos e levamos à sociedade a possibilidade efetiva de mudança da realidade através da luta.
A despeito do empresariado dos transportes e do Governo do DF, as tarifas rodoviárias do Distrito Federal não aumentaram, em favor do povo e por meio de sua ação. O Movimento Passe Livre do Distrito Federal mostrou sua força, vitalidade e capacidade de formulação em meio a situações adversas; lançou-se à sociedade trazendo a perspectiva de construção de um transporte urbano efetivamente popular; constituiu um referencial de ação urbana coletiva, politizada, de enfrentamento. Deparamo- nos com uma intensa repressão policial que foi incapaz de nos intimidar intimidar e avançamos uma vez mais sobre as estruturas do Estado. Iniciamos agora uma jornada pelo passe livre, com nosso acúmulo de forças e ânimo renovados. "Toda hora é hora/ todo local é local para mobilizações e quem organiza é você".
Certos grupos criticam o MPL-DF afirmando que somos um movimento restrito e sem formulações gerais. Nossa resposta, ao invés de galgar mais espaços letrados, vem principalmente em mobilização. Os referenciais organizativos e táticas que criamos constantemente influem, dialogam, contagiam os diversos setores da sociedade e nossa luta se multiplica. Seja em coletivos (de mídia independente, de solidariedade zapatista, do movimento anarcopunk, da luta feminista, do movimento LGBTT, de arte militante, do movimento negro, de torcidas organizadas, de escolas livres, de associações de skatistas, de movimentos culturais), ou em organizações outras, aquelas/es que imaginavam que nossa pauta era específica a um setor da sociedade começam a perceber que os referenciais de luta que estamos criando apontam não só para um novo sistema de transportes, mas também para uma outra sociedade.

sexta-feira, abril 21, 2006

MPL-DF cobra aprovação da liminar contra aumento das tarifas

(matéria retirada do Indymedia Brasil)

Movimento Passe Livre - DF realizou mais um ato contra o aumento das tarifas. Os/as manifestantes entregaram ao Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios um abaixo assinado com mais de 10 mil assinaturas contra o aumento e um grande compilado de notícias que demonstram a insatisfação popular com o transporte público e As consequências cruéis que o reajuste touxe para a sociedade.

Desde o dia 6 de janeiro, diversas manifestações de grande expressão contra o aumento das passagens tem acontecido no DF. O Governo do Distrito Federal oscilou entre responder com truculência, chegando a colocar 3000 policiais nas ruas, e com propostas assistencialistas como o "Passe social", uma espécie de passe livre restrito apenas para estudantes carentes. Por conta dessas mobilizações e das irregularidades do reajuste, o Ministério Público entrou, no dia 08 de março, com um processo alegando a ilegalidade do aumento e pedindo em uma liminar que este fosse cancelado. A liminar aguarda julgamento até hoje.

O MPL-DF deseja chamar a atenção do poder judiciário para essa importante questão, que tem impedido a locomoção de milhares de brasilienses. Depois de uma tentativa de expulsão por parte dos seguranças, sob a alegação que " apenas algumas pessoas podem entrar em órgãos públicos", o Movimento entregou o compilado nas mãos do Presidente, que prometeu entregá-lo para o próximo Presidente, que toma posse no dia 21 de abril. Espera-se que o julgamento da liminar contra o aumento das tarifas ocorra na próxima semana.

terça-feira, abril 18, 2006

Manifestação contra o aumento das tarifas

Ato de entrega do compilado de materiais contra o aumento das tarifas para o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
Depois das diversas manifestações populares, o Ministério Público do Distrito Federal decidiu entra com um processo contra o ilegal aumento das tarifas. Há nesse processo uma liminar que, se aprovada, encerra com o aumento.
O objetivo deste novo ato do Movimento Passe Livre é mostrar para o poder judiciário, por meio de um compilado de materiais, a insatisfação popular com o aumento das tarifas e as consequencias cruéis que este trouxe para a sociedade.

Ponto de encontro: Parada de ônibus em frente ao Ministério Público, ao lado da praça do Buriti, Eixo monumental.
Data: 20/04 as 14hrs
Compareçam! E não se esqueçam de virem de calça e não usarem camisa regata ou chinelo (exigências dos órgãos públicos).
Movimento Passe Livre-Df
Por uma vida sem catracas

segunda-feira, abril 10, 2006

Textos relacionados ao MPL para enriquecimento do movimento!

Agora o blog do mpl-df será também um espaço para disponibilizar textos, criados ou não pelos integrantes, considerados (individualmente ou por todos) como relevantes para a reflexão, discussão e (des)construção da sociedade e enriquecimento do movimento!


Textos acadêmicos relacionados ao MPL:

» A Outra Esquerda e a Descontrução do Poder;
por João Paulo, integrante mpl-df.

Resumo:
O renascimento da utopia após a derrocada do socialismo real é acompanhado do surgimento de uma Outra esquerda, radical e criativa. Dentre suas características e quebras de paradigmas destaca-se a dissolução das relações de poder ao invés da tomada do poder Estatal para se chegar à revolução. A revolução passa a ser vista como um processo cotidiano e auto-emancipatório, uma luta contínua e interminável.


» Trabalhos de Antropologia Urbana;
por Paique, integrante mpl-df.

Observação:
Os textos trabalhados são, na ordem: "Redes sociais e processo Político" de J. A. Barnes, "Notas sobre a desconstrução do 'popular'" de Stuart Hall e "A arqueologia dos movimentos sociais" de Eurípedes da Cunha.

*Para baixar cada texto acima, é necessário esperar 30 segundos.


Textos interessantes para leitura:

» Democratismo ou auto-gestão?;
por Felipe Corrêa.

Trecho inicial:
"Há tempos que acredito ser importante dar uma contribuição aos grupos horizontais, cuja forma de tomada de decisões se dá em reuniões de grupos ou assembléias em que todos os membros têm a mesma oportunidade de participação e a mesma voz.

Acontece que, desde o início do que se chamou “Movimento Antiglobalização”, acompanho com bastante freqüência grupos autônomos, anarquistas, assembléias, manifestações de rua, dentre tantas outras situações em que nos deparamos com as tomadas de decisão em ambientes horizontais. Diferentemente da sociedade que estamos acostumados a viver – em que não há possibilidade real de participação na tomada de decisões e somos obrigados a aceitar que outros decidam sobre nossos destinos – podemos decidir e participar efetivamente das decisões, nestes grupos que fazemos parte. Tudo bem que isso nos dê muito prazer, principalmente no início, mas o fato é que, com o passar do tempo, as tomadas de decisão acabam tornando-se um legítimo “parto”. Mas por que exatamente isso acontece?"


» A tirania das organizações sem estrutura;
Artigo de Jo Freeman, 1970.

» Conflito Consenso (On Conflit and Consensus);

» Cale a Boca! Ou como agir melhor em reuniões;
por Dan Spalding

Boa leitura!

segunda-feira, março 27, 2006

CARA DE PAU - Ujs quer construir a entidade e não a luta

Matéria extraída do site do Cmi-Brasil

"A meta é chegar a pelo menos 50% de filiações em todas as passeatas do país. Ou seja, passeatas que reunirem 5.000 estudantes devem acabar com 2.500 filiados à UJS". Assim o site da União da Juventude Socialista (UJS) definia sua manifestação "pelo passe livre", ocorrida em 22 de março em diversas capitais brasileiras. A UJS é o braço juvenil do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e controla as entidades estudantis UNE e a UBES há mais de 10 anos.

O Movimento Passe Livre (MPL), protagonista nos debates e mobilizações acerca do transporte público no Brasil, ou não foi chamado pelas entidades para compor este ato e, quando foi, não foi apresentada a oportunidade de se discutir uma estratégia conjunta. Tal postura reflete experiências passadas na luta pelo transporte público. Em algumas situações de ampla mobilização pela redução de passagens (em 2003 em salvador e em 2004 em florianópolis), essas entidades, que estavam afastadas do processo de mobilização, foram acusadas pelos manifestantes de aparecer no último momento, falando em nome dos mesmos.

No dia 23 de março o MPL São Paulo lançou nota pública repudiando o uso oportunista da luta pelo passe livre.

quarta-feira, março 22, 2006

Panfleto para esracho no SETRANSP

...O patrão não deve ter espaço
para defender a exploração...

Eis que está em cartaz na cidade: “SETRANSP”, uma comédia estrelada por: Wagner Canhedo e Valmir Amaral que conta a história de dois patrões que resolvem se juntar e abrir um sindicato para explorar seus funcionários e toda a população de uma cidade. Não satisfeitos com o fracasso da novela: “O AUMENTO DAS PASSAGENS DE BRASÍLIA”, os canastrões Wagner Canhedo e Valmir Amaral apostam todas as suas fichas em mais esse filme que teve investimentos milionários, principalmente em efeitos especiais (os dois protagonistas forjam a renovação de toda a frota de ônibus de uma cidade). Crítica: só vale a pena assistir se for para se REVOLTAR.


Sindicato é para quem trabalha e não para quem rouba.

Fora todos os patrões. Pela extinção do SETRANSP.


MPL – Movimento Passe Livre do Distrito Federal.

Porque a maior violência é o aumento das tarifas.

domingo, março 19, 2006

MPL- DF retoma jornada de lutas

Nesta sexta-feira (17/03/06) o Movimento Passe Livre - DF realizou uma manifestação na rodoviária do Plano Piloto reunindo cerca de 250 manifestantes, contra o aumento das tarifas de ônibus. O ato faz parte da jornada de lutas do MPL-DF e contou com participação significativa de estudantes secundaristas. Na ocasião foram recolhidos abaixo-assinados e antes da concentração ocorreram mobilizações nas escolas seguidas de bloqueio de vias.Uma apresentação do exército de palhaços marcou a manifestação, que contou ainda com a queima simbólica de um ônibus de papel, numa via de grande circulação no DF (Eixo Monumental). A partir daí a Polícia Militar do DF reprimiu manifestantes e um menor de idade foi detido, sob falsa acusação de desacato policial.

Durante a manifestação o MPL-DF fez convocações para a jornada de lutas. Serão realizados três atos na próxima semana: na quarta (22) haverão catracaços simultâneos pelo DF, na quinta (23) um escracho ao Sindicato das Empresas de Transporte do Distrito Federal (SETRANSP) e na sexta (24) ações descentralizadas por toda a cidade. De acordo com o movimento, "a jornada que se chama 'ATÉ A VITÓRIA FINAL!! ABAIXAR O PREÇO NA LEI OU NA MARRA!!' procura dar um cheque no governo pautando um outro sistema de transportes, fora da perspectiva mercadológica".

Retirado do Indymedia Brasil
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quarta-feira, março 15, 2006

Guerra da Tarifa Online - Lançamento

A editora Faisca (publicações libertárias) acaba de lançar o livro "A Guerra da Tarifa 2005 - Uma visão de dentro do Movimento Passe Livre em Floripa", de autoria do Léo Vinicius - militante do MPL-Floripa. O livro narra, desde dentro do movimento, a vitoriosa luta do povo de Florianópolis para baixar as tarifas de ônibus.

O livro está sendo lançado "online" de maneira gratuita, e pode ser baixado no site da editora no link http://www.editorafaisca.net (entrando no site clique na sesão "lançamentos")

Recomenda-se a leitura deste livro, como importante obra na construção da memória do Movimento Passe Livre assim como boa avaliação de como um movimento novo como o nosso pode errar ou acertar em situações de extrema luta social.

Boa leitura!!

segunda-feira, março 13, 2006

panfleto da manifestação de sexta feira!


panfleto da manifestação de sexta

sexta-feira, março 10, 2006

Por uma vida sem catracas, latifundio ou desemprego

car@s catraqueir@s,

Como vcs sabem, o MPL, o MTD e o MST estão ocupando a fazenda toca da rapoza, que fica na br-020 4 km depois da entrada de planaltina. A fazenda está sendo ocupada desde o dia 8 de março, como marco de luta de um dia de lutas - dia das mulheres.

Pessoal, é possivel que hj haja a desocupação da área. Precisamos urgentemente de pessoas para ir no local. Estamos tbm articulando politicamente. Quem se propôr a ir, por favor entrar em contato pelo e-mail passelivredf@riseup.net ou aparecer lá msm. Levem faixas etc.

A luta do povo, para ser vitoriosa, preicsa de solidariedade popular. O distúrbio é nosso!

domingo, março 05, 2006

Acampamento das Mulheres

De 05 a 07 de março de 2006
Ginásio Nilson Nelson

Programação

DOMINGO

Manhã/Tarde
.Chegada
.Credenciamento
Noite
.Cinema na Terra

SEGUNDA-FEIRA

Manhã
.()8:00) Análise de conjuntura política e agrária
.(10:30) Estudo em grupo
Tarde
.(14:00) Luta de gênero e classe
Violência contra as mulheres
.(16:00) Debate em plenária sobre o tema trabalhado
Noite
.(20:00) Cinema na terra: Terra para Rose

TERÇA-FEIRA

Manhã
.(08:10) Sementes Trangênicas
.(10:30) Saúde da Mulher
Tarde
.(14:00) Campanha de Documentação
.(16:00) Direito Previdenciário
Noite
.(20:00) Noite Cultural

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Seminário "Transporte Público: Uma questão Social ou Policial?"

20 a 24 de fevereiro de 2006
Universidade de Brasília – UnB


PROGRAMAÇÃO

Dia 20/02 - segunda-feira: 14h às 17h
Local: Auditório da Reitoria
Temática: Podemos ou não nos manifestar pelo direito de ir e vir?
Abertura: Jaques Jesus (assessor de diversidade e apoio aos cotistas da UnB).
Palestrantes: Érica Kokay (deputada distrital), Professor José Geraldo de Souza Junior (FD-UnB), Juliana Lima (jornalista do CMI).
Mediador(a): Rafael Moreira (graduando de Ciências Sociais).

Vídeo: 18h – Amanhã Vai Ser Maior (Florianópolis) e Manifestações (Brasília).


Dia 21/02 – terça-feira: 14 às 17h
Local: Auditório Dois Candangos
Temática: Transporte Coletivo e Educação - Dificuldades cotidianas
Palestrantes: Professor Frederico Flósculo (FAU-UnB), Jaques Jesus (assessor de diversidade e apoio aos cotistas), Francisjairo Ananias da Silva (GTPA e EJA).
Mediador: Eduardo Alves (graduando de Pedagogia).

Vídeo: 18h – Revolta do Buzu (Salvador).


Dia 22/02 – quarta-feira: 16h às 19h
Local: Auditório Dois Candangos

Temática: Alternativas viáveis para o transporte urbano
Palestrantes: Leandro Kramp (ONG Rodas da Paz), Professor Paulo César (FAU-UnB), Lelê Teles (publicitário e colunista do site Opinião Pública).
Mediador: Pedro Mesquita de Carvalho (graduando de história).

Vídeo: 20h – Curtas do CMI (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis).


Dia 23/02 – quinta-feira: 9h às 12h e 14h às 17h
Local: Auditório da Reitoria

Temática: Qual preço pagar por um transporte deficiente?
9h às 12h – Palestrantes:Alessandra Camarano Martins (sindicato dos rodoviários), Edmir Alves (portal dos deficientes físicos), Manoel Batista Alexandrino (pesquisador de custos tarifários dos transportes coletivos urbanos).
Mediador: Elisa Rosas Mendes (graduanda em antropologia).

Temática:Transporte coletivos e exclusão social no campo e na cidade
14h as 17h – Palestrantes: Rafael Vilas Boas (MST), Guapeí (MTD), Rafael Moreira (MPL) e Augustino Veit (CDH – Câmara Federal).
Mediador: Francisco Márcio Amado Batista (graduando de Pedagogia).

Vídeo: 18h – Movimento dos Trabalhadores Desempregados.


Dia 24/02 – sexta-feira: a partir das 15h00
Local: Palácio do Buriti

Ato público para entrega de carta sobre transporte público e exclusão social em Brasília.

Realização: MPL, Universidade de Brasília e Assessoria de Diversidade e Apoio aos Cotistas
Apoio: MST, MTD, CMI e demais entidades da sociedade civil organizada.


Transporte Público: Uma questão Social ou Policial?

É preciso construir políticas públicas para a melhoria dos transportes e o fortalecimento de um debate consistente que estimule a ação de atores sociais que busquem atitudes concretas para reais mudanças.

No dia primeiro de janeiro as tarifas de ônibus aumentaram 21% no Distrito Federal e Entorno. Com isso, pessoas estão perdendo empregos, outras não conseguem se deslocar, ficando marginalizadas.

A sociedade civil organizada convida todos e todas a participarem do seminário sobre transportes públicos e exclusão social a ser realizado entre os dias 20 e 23 de fevereiro na Universidade de Brasília.

Serão realizados debates com autoridades e representantes da sociedade, e atividades culturais (vídeos, teatro, dança, bandas), sempre ao meio-dia, no Ceubinho (Minhocão norte, ao lado do DCE), conforme programação no verso.

Após o seminário, no dia 24 de fevereiro, uma carta aberta à sociedade será entregue ao governador, no Palácio do Buriti, com as reivindicações dos grupos, entidades e movimentos sociais.

sábado, fevereiro 18, 2006


:: Sabado Sound System na Rua ::
Pela Liberdade de Ir e Vir!

Black Music. Samba Rock. Hip Hop . Ragga . Dub . Reggae

Realização:
Mutirão Cultural
Movimento Passe Livre
Projeto de Revitalização cultural do Conic


DE GRAÇA :: FREE :: 0800 ::ENTRADA FRANCA

. Bola. A. Batidão sonoro. Léo. Magneto. Hadda. Yo. Ataque Beliz. Pezão.
Barata.Som Du Bom. e mts mts convidadossssssssss

vamo ajuda a divulga q esse aqui só vai sai a divulgação pela net !!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

A luta continua! Relato da luta recente

Segue um resumo das últimas atividades públicas do movimento, e um chamado à mobilização geral.

GDF anuncia perseguição política ao MPL-DF: O GDF iniciou uma ofensiva pública ao MPL- DF tentando intimidar o movimento. Parece que não conseguiu....
Matéria completa: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/344130.shtml

Repressão em ato dia 02/02/08: Em uma caminhada pacífica do MPL-DF rumo ao Palácio do Buriti - sede do governo - a polícia além de provocações machistas, racistas, elitistas e etc, partiu pra cima do movimento espancando militantes, prendendo outros fora da manifestação e roubando fitas que registravam a agressão. A idéia era novamente desviar o foco do movimento, que luta pela redução das tarifas - isso imediatamente: a construção é chegar a um transporte e uma sociedade popular. Novamente as forças do estado não tiveram muito sucesso em seus objetivos...
Matéria completa: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/02/344523.shtml


GDF começa a ceder, MPL-DF continua nas ruas: O Governador, que até há pouco tempo falava que não havia diálogo, começa agora a ceder pouco a pouco frente às mobilizações pela redução das tarifas. Propos o passe livre pra estudantes carentes (sendo que o MPL luta pelo passe livre universal e irrestrito), querendo dar uma pequena fatia pra não perder o bolo todo. A intenção, clara, é fazer com que o movimento pare de tomar as ruas agora que obteve pequenas conquistas. Porém, ao mesmo tempo que oo GDF articulava com seus direitistas burocratas, o MPL-DF fazia uma ,manifesação contra a repressão policial e política que a população do DF tem sofrido - repressão policial é física, e política é com as passagens caras. E A MAIOR VIOLÊNCIA É O AUMENTO!
Matéria completa: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/02/345523.shtml

A luta continua, e temos mais atividades marcadas para as próximas semanas, como o " Seminário na Universidade de Brasília sobre transporte público e exclusão social " - http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/02/345501.shtml - além de festas, trabalhos de base, manifestações e etc. A luta não para... até os objetivos, até a vitória.

Continuemos na luta!!!

sábado, fevereiro 04, 2006

Carta aberta ao Governo do Distrito Federal

No dia primeiro de janeiro de 2006 foi implementado um aumento de em média 21,6% nas tarifas dos transportes coletivos do DF. O governo, além de expulsar milhares de famílias pobres para áreas distantes do centro, insiste em agravar essa segregação. Milhares de pessoas comuns saíram às ruas para protestar contra a decisão do governo de desconsiderar nossas vidas para privilegiar meia dúzia de ricos e poderosos.


E qual tem sido a postura do GDF até agora? Declarar que manifestação popular é caso de Secretaria de Segurança Pública, anunciar a disposição de perseguir, “nos âmbitos jurídicos, políticos e policiais”, os/as manifestantes e, acima de tudo, reclamar que o Movimento Passe Livre não procurou o governo para uma negociação.


As declarações referentes à perseguição policial deixam claro a disposição de vocês ao “diálogo”. Demonstram ainda a concepção que vocês tem de democracia. Por que tantos policiais? Seria porque não nos conseguem comprar com um lote? Ou com um cargo no governo?


Quanto à última questão, temos algumas perguntas: houve alguma espécie de negociação com a população em relação a esse aumento? O governo alguma vez se preocupou em consultar os/as usuários/as de transporte coletivo antes de implementar um preço maior nas tarifas? O governo estaria disposto a realizar um plebiscito sobre o aumento das tarifas? Portanto, com que direito o governo afirma que deveríamos marcar uma reunião em algum gabinete antes de irmos às ruas?


Não estamos negociando por que não há o que negociar. A nossa reivindicação é bem clara: queremos o cancelamento total do aumento ocorrido no dia primeiro de janeiro. E não venham dizer que estamos sendo intransigentes. Experimentem andar de ônibus ou metrô apenas um dia, e verão que há muito mais para se reivindicar.



Brasília, 02 de fevereiro de 2006
Movimento Passe Livre - DF
Por uma vida sem catracas

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Ato quinta-feira 02/02/06 16:00

Contra o aumento das tarifas e contra essa sociedade!

Quinta-Feira, 02/02/06, às 16 horas na rodoviária, ato contra o aumento das tarifas. E desta vez não estamos sozinhos/as: diversos outros grupos estão participando conosco da construção deste ato. Apesar de todas nossas diferenças (de ideologias, de organização etc.) a luta contra este aumento de tarifas faz a nossa união!

ATO PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS
QUINTA-FEIRA 02/02/06
16:00 HORAS
RODOVIÁRIA DO PLANO PILOTO

Na luta duradoura, lembremo-nos que a cada dia, a cada vitória pontual, avançamos mais rumo à vitória final.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Toda hora é hora e todo local é local!

Após mais um ato vitorioso do MPL-DF na luta pela redução das tarifas http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/342933.shtml chegamos a um novo estágio da luta. Toda hora é hora e todo local é local. Todos e todas são bem quistos/as e bem vindas/os na luta, com suas diferentes concepções de luta sob uma perspectiva anticapitalista.

Por uma vida sem catracas!

sábado, janeiro 07, 2006

Publiquem sobre o ato

Pessoas,
publiquem no www.midiaindependente.org seus relatos, suas fotos, seus vídeos e tudo que acharem interessante sobre o ato de hoje. Para publicar no site basta entrar nele e clicar em "publique". Depois é só seguir o manual =)

No mais, uma noticia: todos e todas que foram detidos na manifestação já foram liberados. Ainda não sabemos se haverão processos contra algum(a) pessoa, mas boa parte do mal já foi remediado. Até a vitória!!!

Informe urgente sobre o ato do dia !!

Gente,
a manifestaçao pela reduçao das tarifas, com aproximadamente 800 pessoas na rodoviária, contou com intensa repressao policial. cerca de 15 pessoas foram detidas e destas, 5 estao em situaçao mais critica. elas estao detidas na segunda Delegacia de policia, localizada no fim da asa norte – entre o extra e a camara legislativa. o MPL-DF está organizando para esta madrugada uma vigilia em frente a segunda DP. Chamamos todo mundo pra participar da vigilia durante esta madrugada entre o dia 6 e 7. Maiores informaçoes no contato 84494756

de todo modo, e é importanta ressaltar, a luta continua, até a vitória. o mpl está chmanado a populaçao para um novo ato, na sexta-feira 13 (acabemos com o terror dos transportes!). para alem disso esperamos que todos os dias diferentes pessoas e grupos organizem atos, mobilizaçoes etc. por uma vida sem catracas.

MPL-DF

domingo, janeiro 01, 2006

ATO PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS

O MPL chama toda sociedade a um grande ato pela redução das tarifas no dia 6 de janeiro, com concentração a partir das 16 na rodoviária do plano piloto. De todo modo, reafirmamos, toda hora é hora de manifestações e todo local é local para manifestarmos nossa indignação. Organize-se, faça atos e mais atos, durante toda semana! O ato do MPL é só mais um nessa luta!

O MPL-DF CONVICA:
ATO PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS NO DF
SEXTA-FEIRA, DIA 6
CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 16 HORAS NA RODOVIÁRIA

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Vamos às ruas contra o aumento das tarifas!!

O GDF aumentou o preço das tarifas do DF em 21%. O aumento ocorrerá a partir do dia 1 de janeiro e chamamos toda população às ruas. Façamos atos de repúdio a mais essa arbitrariedade e injustiça social!!! Não vamos pagar esse pato!!

Mais informações em breve!!! Vamos à luta!

sábado, dezembro 24, 2005

Comunicado do Movimento Passe Livre - DF sobre a aprovação do passe livre estudantil no DF

DF, 20 de dezembro de 2005
No dia 08/12/05 a Câmara Legislativa aprovou o Projeto de Lei que institui o passe livre estudantil no Distrito Federal. O projeto, que agora espera a sanção do Executivo, poderá entrar em vigor ainda em 2006. Considerando a luta que o Movimento Passe Livre tem travado para conquistar esse direito, julgamos necessário comentar essa aprovação que é, sem dúvida, uma grande conquista para a população do Distrito Federal, acostumada a um transporte sucateado, escasso, superlotado e, além de tudo, caro.

No nosso entendimento o sacrifício que somos obrigados/as a fazer todos os dias para nos locomover é resultado direto de uma lógica cruel, que submete os interesses de muitos aos privilégios de poucos. De acordo com essa lógica, é natural que os custos do transporte coletivo sejam pagos por quem o utiliza, ou seja, por aqueles e aquelas que se locomovem – mesmo sabendo que sem elas/es a sociedade não funcionaria.
Mas a nossa lógica é outra. Acreditamos que a sociedade como beneficiária dos transportes coletivos deva assumir a responsabilidade direta por esse serviço essencial. E é apontando na direção dessa lógica popular que enxergamos o passe livre estudantil como um primeiro ganho.

Durante todo o ano de 2005, a população do Distrito Federal esteve mobilizada na construção dessa outra lógica nos transportes. Os/as trabalhadores/as rodoviários/as conquistaram mais uma pequena parte de seus direitos, no processo de greve por melhores condições de trabalho. O MPL-DF, em parceria com outros grupos, realizou diversas mobilizações e, entre junho e agosto, uma bem-sucedida jornada de lutas contra o aumento das passagens e pela reestruturação dos transportes. Fechamos ruas, ocupamos órgãos públicos, promovemos catracaços e deixamos bem claro a nossa disposição de resistir a qualquer preço. A população em geral e diversos outros grupos se mobilizaram contra o desrespeito que é o atual sistema de transporte.
Não temos dúvida que foi essa pressão popular que fez os empresários e o governo repensarem sua postura. Temos a certeza que não foi por generosidade que as tarifas não aumentaram ou que o passe livre estudantil, um direito antes chamado de absurdo por muitos, foi agora aprovado por unanimidade.

A aprovação do projeto de lei não representa, todavia, que o direito ao passe livre foi garantido. Muita luta ainda será necessária para que esta aprovação represente os interesses do povo, e é certo que o povo quer muito mais que esse passe livre. O projeto aprovado prevê passe livre com linhas definidas (escola-casa/casa-escola), quando entendemos que o direito efetivo não deveria importar-se com data – hora – local - razão. No projeto aprovado o estado só paga um terço da passagem (deixando os outros dois terços pra população continuar pagando em suas passagens) quando entendemos que os recursos públicos do estado poderiam pagar até mais que o valor total das passagens - ao invés de destinar quase todos seus recursos a projetos que só beneficiam os ricos. O projeto aprovado prevê também que o direito não seja utilizado em férias, fins de semana e feriados, quando entendemos que o direito ao passe livre serve para o estudante educar-se para além da escola. A educação está também na biblioteca, no cinema, nas atividades culturais e, porque não, nos eventos culturais noturnos. Por fim, esse projeto prevê severas punições a estudantes que não seguirem as regras colocadas. Mas não nos enganemos: as regras são privativas do direito de ir e vir (pro cinema, pro teatro, pra reunião do grupo de estudos, pros encontros culturais etc.) e a possibilidade de punição dá aquela margem necessária pros donos das empresas de transporte burlarem a lei e jogarem estudantes na burocracia, fora do direito conquistado. De todo modo, reafirmamos, esse projeto de lei aprovado é uma conquista material significativa, e todos agentes institucionais, parlamentares e populares) participantes deste processo tem seu mérito na conquista. Mérito esse que, pro longo prazo, pra luta popular, só se mostra válido nas práticas de longo prazo, da luta do povo.

Se as autoridades, entretanto, acharam que iam nos calar aprovando esse projeto, se enganaram. Se acharam que íamos parar de lutar contra os abusos empresariais nos transportes, sua análise foi equivocada. Se acharam que, com esse pequeno avanço, iam evitar que a rebelião que vem ocorrendo em todo país atingisse a capital nacional, sentimos muito em informar mas, mais uma vez, nos subestimaram. Se, ao contrário, embora duvidemos, as autoridades aprovaram o projeto por achá-lo justo e necessário para a população, precisamos informa-los que, para alcançar o que é justo e necessário ainda há muito por fazer, e o passe livre é apenas um começo.

Nós, do Movimento Passe Livre, reafirmamos a nossa disposição e (mais que isso) a necessidade de continuar lutando, Não sossegaremos enquanto o transporte que alguns chamam de público não possa ser, de fato, assim chamado por todos. Enquanto o transporte coletivo e a sociedade não tiverem seus funcionamentos absolutamente alterados para uma lógica popular, as ruas ainda correm o risco de serem fechadas, os órgão públicos não estão a salvo de serem ocupados, os ônibus ainda correm o risco de um catracaço iminente, etc. Por isso, como sempre dizemos (o) amanhã vai ser maior. As mobilizações, passeatas e atos continuam e o MPL mantém sua disposição de luta na sociedade, por uma vida sem catracas. Já fizemos muito e mas ainda temos muito mais o que fazer. O distúrbio está só começando...

Movimento Passe Livre - DF
O Nosso futuro em NOSSAS mãos

passelivredf@riseup.net
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