quarta-feira, janeiro 18, 2006

Toda hora é hora e todo local é local!

Após mais um ato vitorioso do MPL-DF na luta pela redução das tarifas http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/01/342933.shtml chegamos a um novo estágio da luta. Toda hora é hora e todo local é local. Todos e todas são bem quistos/as e bem vindas/os na luta, com suas diferentes concepções de luta sob uma perspectiva anticapitalista.

Por uma vida sem catracas!

sábado, janeiro 07, 2006

Publiquem sobre o ato

Pessoas,
publiquem no www.midiaindependente.org seus relatos, suas fotos, seus vídeos e tudo que acharem interessante sobre o ato de hoje. Para publicar no site basta entrar nele e clicar em "publique". Depois é só seguir o manual =)

No mais, uma noticia: todos e todas que foram detidos na manifestação já foram liberados. Ainda não sabemos se haverão processos contra algum(a) pessoa, mas boa parte do mal já foi remediado. Até a vitória!!!

Informe urgente sobre o ato do dia !!

Gente,
a manifestaçao pela reduçao das tarifas, com aproximadamente 800 pessoas na rodoviária, contou com intensa repressao policial. cerca de 15 pessoas foram detidas e destas, 5 estao em situaçao mais critica. elas estao detidas na segunda Delegacia de policia, localizada no fim da asa norte – entre o extra e a camara legislativa. o MPL-DF está organizando para esta madrugada uma vigilia em frente a segunda DP. Chamamos todo mundo pra participar da vigilia durante esta madrugada entre o dia 6 e 7. Maiores informaçoes no contato 84494756

de todo modo, e é importanta ressaltar, a luta continua, até a vitória. o mpl está chmanado a populaçao para um novo ato, na sexta-feira 13 (acabemos com o terror dos transportes!). para alem disso esperamos que todos os dias diferentes pessoas e grupos organizem atos, mobilizaçoes etc. por uma vida sem catracas.

MPL-DF

domingo, janeiro 01, 2006

ATO PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS

O MPL chama toda sociedade a um grande ato pela redução das tarifas no dia 6 de janeiro, com concentração a partir das 16 na rodoviária do plano piloto. De todo modo, reafirmamos, toda hora é hora de manifestações e todo local é local para manifestarmos nossa indignação. Organize-se, faça atos e mais atos, durante toda semana! O ato do MPL é só mais um nessa luta!

O MPL-DF CONVICA:
ATO PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS NO DF
SEXTA-FEIRA, DIA 6
CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 16 HORAS NA RODOVIÁRIA

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Vamos às ruas contra o aumento das tarifas!!

O GDF aumentou o preço das tarifas do DF em 21%. O aumento ocorrerá a partir do dia 1 de janeiro e chamamos toda população às ruas. Façamos atos de repúdio a mais essa arbitrariedade e injustiça social!!! Não vamos pagar esse pato!!

Mais informações em breve!!! Vamos à luta!

sábado, dezembro 24, 2005

Comunicado do Movimento Passe Livre - DF sobre a aprovação do passe livre estudantil no DF

DF, 20 de dezembro de 2005
No dia 08/12/05 a Câmara Legislativa aprovou o Projeto de Lei que institui o passe livre estudantil no Distrito Federal. O projeto, que agora espera a sanção do Executivo, poderá entrar em vigor ainda em 2006. Considerando a luta que o Movimento Passe Livre tem travado para conquistar esse direito, julgamos necessário comentar essa aprovação que é, sem dúvida, uma grande conquista para a população do Distrito Federal, acostumada a um transporte sucateado, escasso, superlotado e, além de tudo, caro.

No nosso entendimento o sacrifício que somos obrigados/as a fazer todos os dias para nos locomover é resultado direto de uma lógica cruel, que submete os interesses de muitos aos privilégios de poucos. De acordo com essa lógica, é natural que os custos do transporte coletivo sejam pagos por quem o utiliza, ou seja, por aqueles e aquelas que se locomovem – mesmo sabendo que sem elas/es a sociedade não funcionaria.
Mas a nossa lógica é outra. Acreditamos que a sociedade como beneficiária dos transportes coletivos deva assumir a responsabilidade direta por esse serviço essencial. E é apontando na direção dessa lógica popular que enxergamos o passe livre estudantil como um primeiro ganho.

Durante todo o ano de 2005, a população do Distrito Federal esteve mobilizada na construção dessa outra lógica nos transportes. Os/as trabalhadores/as rodoviários/as conquistaram mais uma pequena parte de seus direitos, no processo de greve por melhores condições de trabalho. O MPL-DF, em parceria com outros grupos, realizou diversas mobilizações e, entre junho e agosto, uma bem-sucedida jornada de lutas contra o aumento das passagens e pela reestruturação dos transportes. Fechamos ruas, ocupamos órgãos públicos, promovemos catracaços e deixamos bem claro a nossa disposição de resistir a qualquer preço. A população em geral e diversos outros grupos se mobilizaram contra o desrespeito que é o atual sistema de transporte.
Não temos dúvida que foi essa pressão popular que fez os empresários e o governo repensarem sua postura. Temos a certeza que não foi por generosidade que as tarifas não aumentaram ou que o passe livre estudantil, um direito antes chamado de absurdo por muitos, foi agora aprovado por unanimidade.

A aprovação do projeto de lei não representa, todavia, que o direito ao passe livre foi garantido. Muita luta ainda será necessária para que esta aprovação represente os interesses do povo, e é certo que o povo quer muito mais que esse passe livre. O projeto aprovado prevê passe livre com linhas definidas (escola-casa/casa-escola), quando entendemos que o direito efetivo não deveria importar-se com data – hora – local - razão. No projeto aprovado o estado só paga um terço da passagem (deixando os outros dois terços pra população continuar pagando em suas passagens) quando entendemos que os recursos públicos do estado poderiam pagar até mais que o valor total das passagens - ao invés de destinar quase todos seus recursos a projetos que só beneficiam os ricos. O projeto aprovado prevê também que o direito não seja utilizado em férias, fins de semana e feriados, quando entendemos que o direito ao passe livre serve para o estudante educar-se para além da escola. A educação está também na biblioteca, no cinema, nas atividades culturais e, porque não, nos eventos culturais noturnos. Por fim, esse projeto prevê severas punições a estudantes que não seguirem as regras colocadas. Mas não nos enganemos: as regras são privativas do direito de ir e vir (pro cinema, pro teatro, pra reunião do grupo de estudos, pros encontros culturais etc.) e a possibilidade de punição dá aquela margem necessária pros donos das empresas de transporte burlarem a lei e jogarem estudantes na burocracia, fora do direito conquistado. De todo modo, reafirmamos, esse projeto de lei aprovado é uma conquista material significativa, e todos agentes institucionais, parlamentares e populares) participantes deste processo tem seu mérito na conquista. Mérito esse que, pro longo prazo, pra luta popular, só se mostra válido nas práticas de longo prazo, da luta do povo.

Se as autoridades, entretanto, acharam que iam nos calar aprovando esse projeto, se enganaram. Se acharam que íamos parar de lutar contra os abusos empresariais nos transportes, sua análise foi equivocada. Se acharam que, com esse pequeno avanço, iam evitar que a rebelião que vem ocorrendo em todo país atingisse a capital nacional, sentimos muito em informar mas, mais uma vez, nos subestimaram. Se, ao contrário, embora duvidemos, as autoridades aprovaram o projeto por achá-lo justo e necessário para a população, precisamos informa-los que, para alcançar o que é justo e necessário ainda há muito por fazer, e o passe livre é apenas um começo.

Nós, do Movimento Passe Livre, reafirmamos a nossa disposição e (mais que isso) a necessidade de continuar lutando, Não sossegaremos enquanto o transporte que alguns chamam de público não possa ser, de fato, assim chamado por todos. Enquanto o transporte coletivo e a sociedade não tiverem seus funcionamentos absolutamente alterados para uma lógica popular, as ruas ainda correm o risco de serem fechadas, os órgão públicos não estão a salvo de serem ocupados, os ônibus ainda correm o risco de um catracaço iminente, etc. Por isso, como sempre dizemos (o) amanhã vai ser maior. As mobilizações, passeatas e atos continuam e o MPL mantém sua disposição de luta na sociedade, por uma vida sem catracas. Já fizemos muito e mas ainda temos muito mais o que fazer. O distúrbio está só começando...

Movimento Passe Livre - DF
O Nosso futuro em NOSSAS mãos

passelivredf@riseup.net
http://vidasemcatracas.blogspot.com
http://www.mpl.org.br/

sexta-feira, novembro 25, 2005

População de recife vence na luta contra o aumento das tarifas

As tarifas dos onibus aumentaram em recife há cerca de uma semana e meia. A população organizada, todavia, iniciou uma jornada de lutas a partir do dia 17 ( http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/338268.shtml ), enfrentando uma dura repressão policial ( http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/339342.shtml ), boicote das entidades estudantis (UNE E UBES, sempre em defesa do governo) e revivendo a cultura de luta da cidade.

Após um largo período de atos, prisões e etc, uma primeira vitória pode ser observada com a suspenção do aumento das tarifas ( http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/339342.shtml ). A população recifense todavia continua em luta e alerta para um possível golpe de desmobilização.

A vitória do povo de recife sobre os empresários veio por meio da ação direta organizada. Desta ocasião possivelmente surgirá uma efetiva organização popular capaz de aglutinar forças partir da luta por transportes públicos voltados ao público. Saudações ao povo lutador do mague! Força ao MPL-RECIFE!!

terça-feira, novembro 22, 2005

Movimento Passe Livre no Acre!

É isso mesmo, nosso movimento é nacional. A luta pela inversão da lógica dos transportes públicos a cada dia agrega mais pessoas em todo o Brasil. Quem quiser dar uma conferida, o site do movimento no Acre é: http://passelivreacre.zip.net/

Lá ainda está formado um comitê pelo passe livre, que não aderiu formalmente ao MPL nacional, mas isso está em processo. Força na luta, pessoal do ACRE!!!

Por uma vida sem catracas.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Justiça catarinense suspende lei do passe livre

Notícia retirada do www.midiaindependente.org no link http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/338049.shtml

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Na tarde de hoje, cerca de 40 desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), votaram pela suspensão da lei do passe livre, que garantiria o direito à gratuidade ao transporte para estudantes a partir de 2006. A ação contra o passe livre foi uma iniciativa do promotor Gilberto Callado e da procuradora Vanessa Cavallazzi, ambos do Ministério Público de Santa Catarina.

De acordo com um militante do MPL, o relator, desembargador Rui Fortes, leu a defesa "omitindo partes importantes e emitindo opiniões". "Aquilo foi um golpe no movimento, foi luta de classes explícita", completa o mesmo militante. A tecla batida com insistência foi o chamado "vício de origem", ou seja, que o Lesgislativo não pode criar gastos para o Executivo. No entanto, quando se trata de serviços e direitos fundamentais, especialmente se já previstos no orçamento do município (como o transporte coletivo e o passe livre), não há irregularidade.

O desembargador que presidia a sessão chegou a falar o absurdo de que a lei foi vetada pela prefeitura. Suspensa, a lei ainda será avaliada pelos mesmos desembargadores, que decidirão se a lei 1.137/04 será derrubada ou não. O Movimento Passe Livre (MPL) de Florianópolis não se intimida e nem se surpreende com a ação do judiciário casada com a Prefeitura. O MPL afirma que a luta pela conquista do passe livre e pela desmercantilização do transporte continuará.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Relato do Dia Nacional de Lutas

No dia Nacional de Lutas Pelo Passe Livre Estudantil o MPL-DF foi da Rodoviária do Plano Piloto até a Câmara Legislativa do DF por uma das principais vias de Brasília, a W3 norte.



A concentração iniciou as 14h na Rodoviária do Plano Piloto onde ficamos batucando, cantando e coletando assinaturas pro Projeto de Lei de Iniciativa Popular pelo Passe Livre Estudantil. Em pouco mais de uma semana já temos cerca de 7 mil assinaturas.
Por volta das 15h fizemos uma assembléia e decidimos que era hora de iniciar a marcha até a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Antes de sairmos reforçamos que era um ato pacifico e que iríamos até a Câmara por dois motivos:
1 - mostrar que o passe livre que queremos foi construído pela necessiade popular e será implementado pela ação desta (ou seja, não é de posse de nenhum parlamentar). o projeto que estamos apresentando irá à camara dos deputados devido à pressão e mobilização popular, por um passe livre integral, irrestrito e efetivo; queremos o Passe Livre não somente para ir para a escola mas para atividades políticas, culturais, educativas e esportivas;
2 - não reconhecemos a Câmara como detentora das decisões, mas para mostrar que o povo organizado sabe o que deseja e decide por sua vida.Saímos da Rodoviária e tomamos o Eixo Monumental até chegarmos a W3 norte.
Inicialmente ocupamos as 3 faixas da via, mas acabamos ocupando 2 vias, como anteriormente havíamos decidido, para evitar qualquer confronto com a PM e para dar mais visibilidade ao ato. Foram mais de 8Km de marcha até a Câmara. Seguimos batucando e cantando durante todo o percurso.
Fizemos algumas assembléias durante o ato. Uma delas para avaliar o pedido da PM que queria que ocupássemos apenas uma via, segundo o comandante era para a nossa segurança, o pedido foi negado. Outra assembléia foi feita no meio do percurso para informar aos transeuntes o que estava acontecendo.
Ao contrário dos atos anteriores não tivemos maiores problemas com a PM, apesar de estarem fortemente armados.
Às 17:30h chegamos a Câmara Legislativa com, pouco mais, de 300 manifestantes. Lá fizemos uma nova assembléia e explicamos o caráter do ato. Após a assembléia queimamos a catraca em frente a entrada da Câmara. Descansamos um pouco fomos embora fazendo catracassos.
Depois de algumas tentativa de fazer um catracasso pacífico, pedindo autorização do motorista e cobrador, forçamos a porta traseira do ônibus para que todos pudessem entrar. Entramos e o motorista nos levou até a delegacia. Chegamos na 2ª DP onde delegado pediu que descêssemos do ônibus. Ele usou argumentos fracos dizendo que os funcionários poderiam ser demitidos e coisas do tipo. Para não criar maiores problemas deixamos o delegado falando sozinho e voltamos à parada de ônibus para um novo catracasso. Dessa vez nos dividimos em alguns grupos e tivemos sucesso em pular a roleta de forma pacifica. Inclusive coletamos mais algumas assinaturas nos ônibus.
Fomos até a esplanada e nos juntamos a Marcha da Assembléia Popular, que passou pela embaixada dos EUA, pelo Itamaraty e terminou com uma vigília até a meia noite na praça dos Três Poderes (http://www.assembleiapopular.com.br/).

Movimento Passe Livre do Distrito Federal
- por uma vida sem catracas

domingo, outubro 23, 2005

dia 26 de outubro: Marcha "Passe Livre Já"

O MPL-DF convoca toda população à marcha "passe livre já", que compõe o dia nacional de lutas pelo passe livre (haverão manifestações em mais de 20 cidades do país). Toda população está convidada ao ato.

A concentração será a partir das 14 horas na rodoviária. Faremos uma longa caminhada, então levem água, bandana, vinagre, mochila etc. Não leve qualquer tipo de droga, arma (branca ou pesada), pois a disposição do ato é pacífica.

Por uma vida sem catracas - MPL-DF

obs: o MPL-DF Também participará da "Assembléia popular - mutirão por um novo Brasil". Maiores informações em: www.assembleiapopular.com.br

sexta-feira, outubro 14, 2005

Projeto pronto para reber as assinaturas

Para fazer o download do projeto pronto para receber as assinaturas clique aqui (com o botão direito do mouse e escolha a opção 'salvar destino como'). arquivo em pdf.

o projeto foi alterado, houve um erro ao não garantir o passe livre para todos os estudantes que hoje têm direito ao passe estudantil como os alunos da escola de música e CIL.

para corrigir este erro foi acrescentado o item V no artigo 2º.

algumas recomendações para quem for coletar assinaturas:
- a preferencia é que a pessoa preencha todos os campos, porém, se ela não estiver com os dados do titulo de eleitor eles podem ser deixados em branco, pois é possivel consultar os dados pelo site do tre através do nome e data de nascimento.
- site do tre: http://www2.tre-df.gov.br/consulta/consulta.jsp
- é nescessáro que o projeto seja impresso em frente e verso, pois as assinaturas que não estiverem na mesma folha do projeto não serão aceitas.

Panfletos pro dia 26


todos os arquivos estão em pdf e prontos para imprimir em folha A4.
para fazer download dos arquivos é preciso clicar com o botão direito do mouse e escolher a opção 'salvar destino como'.

arquivo 1, boletim MPL #4

arquivo 2, panfleto pequeno

arquivo 3, panfleto médio

quinta-feira, outubro 13, 2005

Projeto de lei PRONTO!!!!

Após muitas tarefas, manifestações, contratempos, enrolações, problemas e etc, o projeto de lei do MPL-DF finalmente está pronto! Construímos um projeto de lei que será encaminhado à camara por meio da iniciativa popular, ou seja, por meio de assinaturas de eleitores e eleitoras. Quem estiver disposto ou disposta a auxiliar na coleta de assinaturas entre em contato com o MPL-DF (passelivredf@riseup.net). Abaixo segue o texto do projeto.

POR UMA VIDA SEM CATRACAS! PASSE LIVRE JÁ!!!

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PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR Nº:

Art. 1º - Fica instituído o passe livre para os estudantes no sistema de transporte público de passageiros do Distrito Federal.
Parágrafo único - As empresas de transportes credenciadas no Distrito Federal que atuam no trajeto do DF e áreas do Entorno, incluem-se
na presente lei.
Art. 2º - Serão considerados estudantes, para efeitos da presente lei:
I - alunos regularmente matriculados no ensino fundamental, médio e superior;
II - alunos dos cursos de educação de jovens e adultos presenciais;
III - alunos dos cursos técnicos e profissionalizantes;
IV - alunos de cursinhos pré-vestibular legalmente cadastrados pelo Governo do Distrito Federal para esses fins, incluindo os
populares e alternativos.
Parágrafo único - Os cursos citados nos incisos I, II e III deverão ser legalmente reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC).
Art. 3º - A gratuidade será concedida em todos os dias da semana, durante os 12 meses do ano, inclusive domingos, feriados, recessos e
férias escolares, em qualquer período, possibilitando assim desenvolvimento de diferentes atividades estudantis, culturais, educativas,
esportivas, entre outras.
Art. 4º - O benefício do passe livre estudantil tem validade em todos os veículos que operam no Sistema de Transporte Público Coletivo
(STPC) e no Sistema de Transporte Público Alternativo (STPA).
Parágrafo único - A gratuidade no transporte coletivo será concedida por intermédio de meios escolares ou centralizados no Governo do
Distrito Federal de maneira gratuita e sem taxa de emissão.
Art. 5º - Terão direito ao passe livre, todos os estudantes, independente das distâncias entre sua residência e o ponto de ônibus, e entre essa
e a instituição de ensino.
Art. 6º - As despesas com o passe livre estudantil serão custeadas com recursos do Tesouro do Distrito Federal, anualmente consignados
na Lei Orçamentária Anual, a partir do ano em que a legislação entra em vigor.
§ 1º - O pagamento às empresas do STPC e STPA será feito, na forma do Regulamento, por estimativa, calculada com base nos dados
previstos.
§ 2º - O valor a ser pago na forma do parágrafo anterior corresponderá à totalidade do valor das passagens no transporte.
Art. 7º - O modelo tarifário em vigor no Distrito Federal deverá ser alterado, com a incorporação completa dos estudantes no processo de
cálculo e o Tesouro do Distrito Federal deverá custear 100% do transporte dos estudantes.
Parágrafo único - Em conseqüência do subsídio, haverá redução na tarifa de transportes do Distrito Federal, de imediato.
Art. 8º - Não haverá aumento das tarifas do transporte público de passageiros em razão do benefício estabelecido por esta Lei.
Art. 9º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 10º - Revogam-se as disposições em contrário.

domingo, outubro 09, 2005

Ministério Público tenta barrar passe livre em Floripa

O prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PSDB) está tentando livrar as mãos no jogo do empurra-empurra. No último dia 5, o procurador Gilberto Callado de Oliveira e a promotora Jurema Cavallazi, do Ministério Público (MP) de Santa Catarina, entraram com uma Ação de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei do passe livre (1.137/04), jogando, por sua vez, o caso para o Tribunal de Justiça do Estado.


O Ministério Público (MP) questiona o fato do passe livre atender todos/as estudantes e não apenas aqueles/as considerados/as carentes - aspecto que eliminaria as burocracias criadas para a maioria da população e consolidaria o passe livre como um direito, ao invés de uma assistência. Vale lembrar que a camada mais rica da sociedade, segundo o Censo de 2000, representa apenas a quantia de 2,4%.


Há meses a prefeitura procura entidades na sociedade para bancar a ação. O secretário dos Transportes, Norberto Stroisch, chegou a cogitar os integrantes do Conselho Municipal dos Transportes, mas não obteve sucesso. Para o Movimento Passe Livre (MPL) a concepção da Adin é "absolutamente autoritária, ao desdenhar da luta política que a juventude vem realizando a anos nesta cidade". O MPL argumenta que o Ministério Público age como testa de ferro do prefeito Dário Berger, que a todo custo quer evitar desgaste pessoal. Por isso, as manifestações da jornada de lutas deverão alcançar, além da Prefeitura, os órgãos do judiciário envolvidos na ação.


Nota pública do MLP-Floripa pode ser vista no seguinte endereço: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/10/331902.shtml

quinta-feira, outubro 06, 2005

Tarifas aumentam em Salvador e Goiânia

Fiquem ligadas/os nas notícias sobre a onda de mobilizações em Salvador e Goiânia contra o aumento das tarifas. Vale lembrar que foi em salvador que ocorreu o levante popular em setembro de 2003 que ficou conhecido como revolta do buzú. Foi aquele evento que inspirou a organização do MPL enquanto movimento nacional.

Acompanhem notícias por meio do CMI (www.midiaindependente.org)

segunda-feira, setembro 19, 2005

Grupos de Trabalho do MPL-DF têm reunião essa semana

O MPL-DF acaba de passar por uma reestruturação interna. Depois de algumas discussões, novos grupos de trabalho (Gts) foram criados. Essa semana, esses Gts estaram se reunindo de acordo com o seguinte calendário:


Segunda-feira, 19/09:


Gt Mídia, 15hrs, no Ponto do guaraná, CONIC


Gt Logística, 17hrs, na praça do Venâncio (atrás do Pátio)


Terça-feira, 20/09:

Gt Reflexão e Formação, 13h30, no Pf (Prato Feito) do Pátio Brasil


Gt Articulação, 15hrs, CONIC


Quarta-feira, 21/09:


Gt Formação de núcleos, 14hrs, CONIC


Gt Batucação, 20hrs, CONIC

Quem tiver interesse em integrar um desses Gts, será bem-vindx.

quinta-feira, setembro 08, 2005

segunda-feira, agosto 29, 2005

Relato da Manifestação do MPL em Brasília - 26/08

Manifestação do Movimento pelo Passe Livre em Brasília, dia 26/08. Trecho: Rodoviária, ANTT, Conjunto Nacional, Metrô, Rodoviária.

Perto de 500 manisfestantes lotaram um setor da rodoviária de Brasília. A manifestação começou com uma concentração às 16h no subsolo da Rodoviária do Plano Piloto. De lá, @ manifestantes deram uma volta na Rodoviária e, então, seguiram para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Esta Agência estatal é responsável por autorizar o aumento das passagens suburbanas e interestaduais. Isto é, no caso de Brasília, a ANTT foi responsável pelo recente aumento das tarifas para as cidades periféricas que contornam Brasília (Valparaíso, Luiziânia...). Depois de entrar no prédio da ANTT e cobrar explicações da agência, @s manifestantes seguiram para a Rodoviária pelo meio das ruas. No caminho, passaram pelo Conjunto Nacional interditando o trânsito por alguns minutos e conversando com a população.

Então, @s manifestantes voltaram para a Rodoviária e foram para a estação central do metrô, que fica lá. Chegando perto das catracas do metrô, os manifestante fizeram uma assembléia, decidindo não pular as catracas devido à forte repressão policial que provavelmente aconteceria. Em duas das últimas manifestações do MPL em Brasília, houve repressão policial desnecessária com prisões, gás de pimenta e muito cacetete. (Imagine se centenas de pessoas fizessem o catracaço no metrô naquele momento).

Por fim, a galera voltou para a escadaria da Rodoviária e terminou o ato com mais uma assembléia e muita batucada.



Relato
Vídeos 1, vídeos 2, e vídeos 3

quarta-feira, agosto 24, 2005

Sobre a repressão política ao Movimento Passe Livre no Distrito Federal

Por d. MPL-Floripa


Em meio à enxurrada de notícias sobre a profunda crise política que abala o governo federal, temos a impressão de que nada mais acontece mundo afora e que o projeto político de esquerda sucumbiu à mesmice, à podridão que desde antes já existia. Contudo, movimentações por todo o
país demonstram que a organização da população para dar um basta à exploração política e econômica não pode e não está atrelada ao calendário eleitoral, a este buraco negro no qual quem ousa entrar prova não conseguir sair. Os projetos políticos da esquerda, a socialização da produção, o fim da exploração por conseqüência da propriedade privada e o patronato e, claro, a liberdade, em nada se confunde com o sistema que está colocado, que representa sim o mercado e a manutenção do status quo, mas não a população, que pode e deve representar a si mesma, através da democracia direta.


Prova disso é a consolidação nacional do Movimento Passe Livre (MPL), que em julho realizou seu 2º Encontro Nacional em Campinas, com a participação de 20 cidades de praticamente todos os cantos do país. Um movimento independente, horizontal e apartidário, que vem semeando a luta pelo fim da mercantilização do transporte coletivo, abrindo novas perspectivas de luta para a juventude e a população. Curitiba, Maracanaú, Vitória da Conquista, Florianópolis e Vitória, são apenas exemplos recentes onde a população se levantou – nas duas últimas cidades conquistando a redução nas tarifas de ônibus.


Outro local que se destaca neste cenário é o Distrito Federal (DF). Após uma mobilização dos trabalhadores rodoviários, que por fim garantiu uma série de conquistas, em julho, os empresários de ônibus exigiram que o Governo do DF concedesse um reajuste de 42% nas tarifas. Assim, as
linhas internas do plano piloto passariam de R$ 1,60 para R$ 2,50 e as linhas que ligam o plano piloto às cidades satélites de R$ 2,50 para R$3,50. O MPL do DF inicia, então, uma jornada de lutas. Bloqueiam importantes vias da cidade e chegam a ocupar o órgão administrador do
transporte. Enquanto isso, as linhas que operam nas cidades do entorno sofrem reajuste de 11,9%, dando a entender que o DF não escaparia da decisão dos empresários do transporte. O reajuste foi concedido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mesmo considerando o serviço prestado pelas empresas de ônibus como “abaixo do esperado” e a despeito das necessidades da população que, segundo dados do IBGE, tem no transporte um de seus maiores gastos mensais.


O MPL, avaliando que é a população quem deve ser beneficiada e não meia dúzia de empresários, prosseguiu sua jornada de lutas. No Distrito Federal a situação chega a ser drástica. As empresas são divididas em três grupos. O primeiro é dirigido por Valmir Amaral, político conhecido pelos seus 65 processos cíveis, trabalhistas e da fazenda que tramitam na Justiça de Brasília, além de outros dois, do TRF, segundo matéria publicada no site da revista IstoÉ. O segundo grupo, das empresas do entorno, é comandado pela família Matsunaga, que volta e meia assume falência, deixa os trabalhadores assumirem o controle para depois retornar em melhores condições. E o último pedaço fica por conta de Wagner Canhedo, também político local, presidente do sindicato patronal
e notório personagem no caso da enorme dívida de R$ 254 milhões da Vasp com o INSS – motivo pelo qual chegou a ser detido.


A nova etapa da jornada iniciou no dia 15 de agosto. Novamente o protesto foi realizado em importantes vias e na rodoviária. Desta vez, a polícia investiu por duas vezes contra os manifestantes, resultando em dezenas de feridos e dois detidos sob falsa acusação de depredação de
patrimônio público. Uma estudante foi detida sob uma acusação inventada a tal ponto que a própria secretaria da Delegacia da Criança e do Adolescente recusou-se a aceitar a queixa. As três pessoas detidas foram liberadas ao fim da noite e, assim como os demais feridos, foram ao
Instituto Médico Legal prestar queixa.


Trata-se não apenas de um protesto pontual, mas de levar a cabo a máxima de que as ruas pertencem às pessoas – mesmo que Brasília tenha sido desenvolvida para que não o fossem. No dia 16 os manifestantes pararam a rodoviária e dançaram, como em um bloco de carnaval de rua. Nada mais perigoso do que dezenas de populares, estudantes ou não, retomando o papel de protagonistas nos espaços públicos, e pior, reivindicando algo concreto e se organizando para tal. A polícia novamente foi acionada e no dia seguinte, enquanto eram exibidos vídeos da luta pela
desmercantilização do transporte coletivo e pelo passe livre em todo o Brasil, as forças da repressão foram chamadas para impedir insustentável absurdo. Mais quatro detidos. O enredo já conhecemos: spray de pimenta, cassetetes e intimidação. Um rapaz foi brutalmente espancado.


Fatos lamentáveis como estes não podem voltar a se repetir em lugar algum. Depoimentos e vídeos estão sendo encaminhados para entidades de direitos humanos. A juventude está se organizando para que este tipo de acontecimento, a violência do Estado, não seja interpretado como um fato isolado. O MPL do Distrito Federal compõe uma coletividade que alcança as cidades mais remotas do Brasil, do Rio Grande do Sul à Rondônia. O movimento está atento para combater este tipo de autoritarismo. Nas palavras do coletivo do Distrito Federal: "toda hora é hora de mobilização: o local é onde você está e quem organiza é você. Pare a cidade antes que ela te pare. Por uma vida sem catracas".