quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Ato quinta-feira 02/02/06 16:00

Contra o aumento das tarifas e contra essa sociedade!

Quinta-Feira, 02/02/06, às 16 horas na rodoviária, ato contra o aumento das tarifas. E desta vez não estamos sozinhos/as: diversos outros grupos estão participando conosco da construção deste ato. Apesar de todas nossas diferenças (de ideologias, de organização etc.) a luta contra este aumento de tarifas faz a nossa união!

ATO PELA REDUÇÃO DAS TARIFAS
QUINTA-FEIRA 02/02/06
16:00 HORAS
RODOVIÁRIA DO PLANO PILOTO

Na luta duradoura, lembremo-nos que a cada dia, a cada vitória pontual, avançamos mais rumo à vitória final.

4 comentários:

Anônimo disse...

to dentro...

VAMOS NESSA FORÇA GALERA!!!
VAMOS NOS UNIR...

Anônimo disse...

alguem me arruma a foto que saiu no JB,de uma pessoa chutando a bunda do cana,no dia 6/1 na manifestação por favor
to precisando

Anônimo disse...

essa foto tu podia procurar no site do jb,alem da galera que semprre guarda essas coisas.
ah,e se nao rolar futebol no ato amanha ia ficar chateado!hehehe:D

Chakrinha disse...

Oi Pessoal,

Pois bem, como a maioria já sabe, o dia 02/02/2006 foi bastante tenso. Tive uma reunião de tarde e não pude ir ao Buriti, Só pude aparecer na DRPI, no final da noite, junto com outr@s comp@s para prestar solidariedade à Gabriela e ao Arturzinho, onde começou a minha saga.

O policial alto do dia 02/02/2006, que regularmente tem acompanhado e filmado o MPL para os arquivos do Serviço de Inteligência da Polícia, é o que mais criou caso. Ele fica filmando e tirando foto por causa de sua altura, aí pode pegar imagens melhores da manifestação como um todo. Esse policial prestou queixa contra mim dizendo que eu fui pra cima dos policiais quando o camarada JP foi preso, ou seja, não tinha o que dizer, me prenderam por nada.
Todos os policiais civis de dentro da delegacia queriam entender o motivo da minha prisão, até porque se for prender todo mundo do MPL que vai pra cima da PM quando alguém é preso, vão ter que abrir 2 Carandirus no DF. O major da PM que chegou depois na delegacia olhava com uma cara de "por quê vocês foram prender quem não tinha nada haver", é até surreal pensar isso, mas vocês vão entender o motivo dessa minha fala ao longo do texto.

A minha prisão, como as outras 3 de ontem e todas que vêm acontecendo no MPL, foi para criar fato político. A polícia está preocupada com o crescimento do movimento, que mesmo em manifestações com um contingente menor de pessoas, como foi a do dia 02/02/2006, não se intimidou. E mais preocupada ainda de efetuar prisões e ter pessoas desarmadas que tentam evitar essas prisões, uma situação meio que nova no DF, embora outros movimentos já façam o mesmo há décadas. A polícia do DF não está preparada para lidar com esse tipo de manifestação, além do que a moral está começando a vir à tona. A mídia corporativa insiste em se referir ao MPL como “estudantes", e isso fere a figura de imbatível do policiais militares.
É uma questão de como os PMs estão sendo vistos pela sociedade nas manifestações. Em momento algum devemos esquecer que nossa luta não é contra os PM´s, mas sim contra o aumento das tarifas, o sucateamento da frota etc. mas que está cada dia mais difícil manter uma relação cordial com a polícia, se é que isso é possível, isso está. Até agora não sei o motivo pelo qual fui preso, ninguém na DRPI soube me informar, e pelo que eu saiba é um direito meu saber disso. Ser preso sem motivo cheira a AI – 5.
A minha prisão dia 02/02/2006 soou como um "pensem bem antes de tentar libertar um amigo de vocês, pois vão ser presos também". Grande coisa. Não fui o primeiro e não serei o último. tenho certeza que @s comp@s fariam o mesmo por mim. é certo que isso depende da conjuntura, pois às vezes é melhor que o movimento articule outra estratégia que não seja a do embate direto com a polícia, mesmo que de forma passiva, segurando comp@s que vão ser presos. Não sei se perceberam, mas esse tipo de atitude da polícia tem tido um efeito contrário: ao invés de diminuir, o movimento cresceu. A manifestação do dia 02/02/2006, pelo fato de ter menos gente, não significa que o movimento retrocedeu. Tudo bem, começou pequena na Rodoviária, dizem que foram cerca de 300 pessoas, mas mesmo que seja uma pessoa, depois de um mês de luta, isso já incomoda. A chuva atrapalhou um pouco, além do que o Palácio do Buriti não tem uma circulação de pessoas tão grande quanto na Rodoviária, pessoas essas que acabam entrando para o movimento. São esse seres que, ao passar numa manifestação, assistem às nossas Assembléias, onde todo mundo tem direito à voz e voto, independente de credo, cor, etnia, opção sexual ou tempo de militância no MPL. Pessoas que conhecem o MPL pelo e-mail, jornais impressos, Orkut, televisão, rádio, amigos, por ter o carro parado na rua ou a rota desviada, a toda hora, a todo momento o movimento é pautado em todas as conversas, em todos os locais, por todas as pessoas.

Pela primeira vez na história do DF a população se revolta de forma estrutural e contínua contra o aumento das tarifas de ônibus, mais especificamente e, de forma geral, contra o sistema de transportes público e sua origem: a amizade do GDF com os empresários. Sem querer nos enaltecer ou parecer vanguarda, fazemos parte de uma geração (e digo geração excluindo a idade que agente tenha, mas a época em que estamos vivendo) que faz uma discussão política ampla sobre transportes no DF. nos articulamos com outros grupos que como nós estão contra o Estado Burguês, cito MST e MTD, comp@s que muito nos ensinam e também aprendem conosco, numa perspectiva de educação não-linear, que não seja uma educação bancária, como diria Paulo Freire.

o MPL é uma conquista diária para cada um de nós, que se relaciona sem preconceitos com punks, evangélicos, católicos apostólicos romanos, homossexuais, heterossexuais, bissexuais, playboys, hippies, empregad@s, estudantes, anarquistas, universitári@s, secundaristas, enfim, mais do que uma luta conjunta, se não tínhamos o hábito ou até o respeito de conviver com diferentes ideologias, aprendemos, e isso já é uma grande conquista "não é pra essa porra de país não, mas pra esse mundo, pra essa humanidade" (fonte: O Distúrbio está só começando, vídeo da manifestação do dia 24/06/2005 na Rodoviária). Esse já é um ganho forte para começarmos a luta, o ganho pessoal, para partir para o ganho coletivo. Temos a mesma faixa de protesto decodificada em nosso sangue, não abrimos mão do companheirismo, não somos comprados nem vendidos, não aceitamos negociar com empresários contra o povo, não tememos a repressão (apenas não gostamos dela, pois se a temêssemos, nem iríamos mais para as ruas), nos apresentamos à população não para ganhar votos, mas para somar esforços, numa luta conjunta que não tem como objetivo eleger nenhum de nós, mas melhorar a condição de vida de nossas famílias.

O MPL é o movimento que mais cresce no Brasil desde 2004. Ponto. Ponto mesmo. Uma entidade de luta apartidária, autônoma e independente, que mobiliza a população por uma causa justa, não somente uma causa que achamos justa. Por isso, o Porta-Voz do GDF, Paulo Fona, não precisa se preocupar de colocar policiais nas ruas pra agir com medo da população nos agredir, porque isso não vai acontecer jamais, a não ser que tenha “P2” disfarçado de população, mas eles são sempre reconhecidos, sempre. Não tenho fetiche de apanhar da PM, quem já me viu em manifestações sabe que eu sou o primeiro a apartar quando alguém se exalta com eles, mas estou mudando de opinião. Tomara que eu volte a ter a consciência que, apesar de instrumento do Estado, a PM está agindo também por uma questão de segurança, e não atuando como um grupo de extermínio. O GDF promove a todo momento através de seus meios de comunicação a criminalização dos movimentos sociais, não só do MPL. É hora de reagir e mostrar quem realmente está ao lado do povo e quem faz “grandes transformações” apenas para aumentar o lucro de empresários. Espaço público não se invade, se ocupa, que os PM´s entendam isso em vez de jogar indiretas de que “o espaço não é só dos manifestantes”. Realmente, se formos analisar a fundo, não é nem dos manifestantes, nem da população, mas do GDF que está aliado à máfia dos transportes que reina em nossa cidade há mais de uma década.

Convoco tod@s @s comp@s que querem se juntar a nós nessa luta que participem de nossas manifestações, sem enfrentamento com quem quer que seja, por uma sociedade mais justa e uma Brasília livre dos vermes que exploram o povo.
“Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer.”

Não podemos apenas esperar os secundaristas voltarem das aulas, mas quando eles voltarem vai ser uma ajuda e tanto. Por isso Jorge Benjor canta (com adaptações, trocando alquimistas por secundaristas):
“Os secundaristas estão chegando
Estão chegando os secundaristas”

Movimento Passe Livre: mais do que uma organização, uma necessidade!
Links MPL
http://www.vidasemcatracas.blogspot.com/ - blog MPL-DF
http://s13.invisionfree.com/MPL/index.php? - fórum MPL-DF
http://mpl.radiolivre.org/ - site nacional
http://www.midiaindependente.org - CMI


saudações pedagógicas